20 músicas que fazem 20 anos em 2019
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20 músicas que fazem 20 anos em 2019

1999 foi um ano tenso. Inventaram um tal de “bug do milênio” que ia desconfigurar todos os computadores na virada de ano e inviabilizar a vida na Terra por conta da falta de serviços essenciais. Quando deu a meia-noite do ano 2000, nada aconteceu – além de alguns poucos computadores que realmente tiveram problemas. Mas 1999 já tinha ido e trazido bons lançamentos para que pelo menos a trilha sonora do fim do mundo fosse boa.

Veja na lista abaixo 20 músicas que fazem 20 anos em 2019 – e sobreviveram não apenas ao “bug do milênio” como ao tempo também:

‘YOU GOT ME’, DE THE ROOTS, ERYKAH BADU E EVE

Logo no comecinho do ano, 22/1, Roots se juntou a Badu e Eve para esse som hipnótico que tem até um beat de drum ‘n’ bass no final – e chegou a ganhar remixes mais pesados, para as pistas underground. Nesse timaço ainda tem a cantora Jill Scott na composição e alguns vocais.

‘MY NAME IS’, de EMINEM

A metralhadora giratória de Eminem estava a todo vapor em “My Name Is”, música que fez sua própria mãe o processar por conta de versos na elogiosos para a sua performance materna. Também sobra para o movimento LGBT. Apesar das polêmicas (ou por conta delas), a música levou o Grammy de melhor performance solo de rap.

‘NO SCRUBS’, DO TLC

“No Scrubs” é apenas um dos motivos do trio TLC servir de referência para tanta gente no pop, de Amy Winehouse a Ed Sheeran – que faz uma citação de leve a essa música no seu single estourado em todo o mundo, “Shape of You”. A música, um hino feminista que fala sobre agressão à mulher, popularizou o termo “scrub” nos Estados Unidos para definir “homem sem valor algum”.

‘LIVIN' LA VIDA LOCA’, DE RICKY MARTIN

Se hoje é comum ouvirmos sons latinos nas paradas pop mais importantes do mundo – e dos Estados Unidos, consequentemente –, saiba que o pontapé inicial se deu há 20 anos, com esse single de Ricky Martin. A música levou mais de uma dezena de prêmios, incluindo melhor single do Hot 100 – Masculino pela “Billboard” e escolha da audiência no MTV Video Music Awards em três regiões diferentes – incluindo a Rússia!

‘MULHER DE FASES’, DOS RAIMUNDOS

Os Raimundos estavam habituados ao sucesso, mas nem eles sabiam que esse seria o último. “Mulher de Fases” faz parte do derradeiro álbum com a formação original, “Só No Forevis”, o que tirou o brilhantismo da banda e ela nunca mais conseguiu outro hit sem o vocalista, Rodolfo Abrantes, que hoje segue carreira estabelecida e sólida no gospel.

‘SCAR TISSUE’, DOS RED HOT CHILI PEPPERS

Tretas quase sempre rendem boas músicas. “Scar Tissue”, dos Red Hot Chili Peppers, é uma delas. No primeiro single de “Californication”, disco que fez o nome da banda dominar o cenário no finalzinho dos anos 1990 e começo dos 2000, Anthony Kiedis manda uns torpedos para o ex-guitarrista do grupo, Dave Navarro, em versos como "Sarcastic Mr. Know-it-all" – ou “sabichão sarcástico”, num português bem popular. A música foi tão marcante que virou também o título da autobiografia de Kiedis, lançada em 2004.

‘HEY BOY HEY GIRL’, DE THE CHEMICAL BROTHERS

Essa virada de década marca também o auge da geração clubber. O chamado big beat, que também incluía nomes como Prodigy, Fatboy Slim e Basement Jaxx, saía dos guetos e clubes mais obscuros para alcançar em cheio a massa que se interessava por música eletrônica.

‘IMORTAL (IMMORTALITY)’, SANDY & JUNIOR

A versão em português para “Immortality”, dos Bee Gees e que estourou na voz de Céline Dion, pegou em cheio os corações e mentes infanto-juvenis em 1999 com Sandy & Junior. Aqui, os irmãos estavam quase chegando à idade adulta e isso refletia num som mais maduro.

‘SMOOTH’, DE SANTANA E ROB THOMAS

Sabe renascimento? Foi o que “Smooth” fez com a carreira de Santana, que não havia se adaptado aos novos tempos e seguia um tanto esquecido. A ideia do álbum “Supernatural” era justamente juntar Santana com uma nova geração de músicos e compositores e assim ser apresentado a uma nova geração de ouvintes. O single que deu início a esse trabalho foi “Smooth”, com o vocalista do Matchbox Twenty, Rob Thomas, que ganhou três Grammy (melhor gravação, melhor música e melhor colaboração) e ficou nada menos do que 30 semanas no Top 10 da Billboard – foi a música que virou a década em primeiro lugar, inclusive.

‘WHY DOES IT ALWAYS RAIN ON ME?’, DO TRAVIS

É um pouco estranho o fato de que alguém que seja escocês, de Glasgow, se pergunte “porque será que sempre chove em mim?”, já que o clima local é dado a essas coisas mesmo. Reza a lenda que a banda foi tocar num dia ensolarado do festival de Glastonburry de 1999 e começou a chover quando começaram a cantar essa música. Travis foi o grande rival do Coldplay e conseguiu alguns hits, como esse, antes da banda de Chris Martin tomar a dianteira e se distanciar.

‘LEARN TO FLY’, DOS FOO FIGHTERS

Primeiro single do terceiro álbum dos Foo Fighters, o “There Is Nothing Left To Lose”, é daqueles rocks que agradam, não ferem os ouvidos e cabem em muitos momentos e ambientes. Perfeito para uma música de estreia de um novo trabalho.

‘HEARTBREAKER’, DE MARIAH CAREY E JAY-Z

Essa parceria entre Mariah Carey e Jay-Z é um dos grandes hits da carreira da cantora, que lançava em 1999 seu sétimo álbum, “Rainbow”. Desde o disco anterior, Mariah começava a usar mais elementos de hip-hop para se descolar da imagem de cantora romântica e com “Heartbreaker” essa combinação alcançou um nível que agradou crítica e público.

‘ANNA JULIA’, DOS LOS HERMANOS

Sim, você está velho. Em 1999, um grupo de estudantes da PUC-Rio se juntou para lançar um disco que misturava o rock do Weezer com uma pitada de hardcore, cheio de referências ao samba e carnaval. O primeiro e principal single foi essa canção-chiclete, composta por Marcelo Camelo para dar uma forcinha ao empresário da banda, Alex Werner, que era apaixonado por uma colega de faculdade. A música fez tanto sucesso que alçou o grupo carioca à fama instantânea (e duradoura) e foi regravada em inglês por Jim Capaldi, com a participação de George Harrison nas guitarras. Fun fact: anos mais tarde, Anna Julia acabou se casando com Patrick Laplan, ex-baixista dos Hermanos.

‘WHY DOES MY HEART FEEL SO BAD?’, DO MOBY

Organizadores de lounges e festinhas mais tranquilas agradeceram aos céus em 1999, quando Moby lançou o que se tornaria um clássico desses ambientes, o álbum “Play”. O disco fez tanto barulho que rendeu oito singles entre 1998 e 2000 – “Why Does My Heart Feel So Bad?” foi lançada em 11 de outubro de 1999 e representa bem o estilo de trabalho de Moby: uma pesquisa afinada em repertórios de vocais gospel e sua transformação em música eletrônica pop. Os originais eram tão modificados por Moby que, nessa música, a vocalista Diane Charlemagne, do coral Urban Cookie Collective, diz “glad” e não “bad” na gravação original de 1963.

‘STILL D.R.E.’, DE DR. DRE E SNOOP DOGG

Não é festa black se não tocar “Still D.R.E.”, com o próprio e Snoop Dogg. O produtor, que também aparece nessa lista com um som do Eminem, lançava seu segundo álbum solo, “2001”, e cravava mais alguns hits na carreira em 1999.

‘SLEEP NOW IN THE FIRE’, DO RAGE AGAINST THE MACHINE

O rock tinha seus revoltados no final dos anos 1990: Rage Against The Machine. Nesse single do álbum “The Battle of Los Angeles”, Zack de La Rocha berra contra o extermínio dos nativos norte-americanos pelos colonizadores e sobre as atitudes dos Estados Unidos como “polícia do mundo”, especialmente em Hiroshima e Vietnã.

‘SAY MY NAME’, DAS DESTINY'S CHILD

Segundo entrevista ao site “Pop Justice”, essa é a música preferida de Kelly Rowland: “Foi muito divertido gravar e nós entramos, com essa música, em um mundo totalmente novo e incrível para nós. Nosso público ficou muito maior”, disse a cantora, parte do trio que revelou Beyoncé ao mundo.

‘FALLING AWAY FROM ME’, DO KORN

Bem no finalzinho da década, estourou o chamado nu-metal, com bandas que misturavam o velho metal com influências mais modernas, como a música eletrônica. Um dos destaques dessa cena foi o Korn, que lançou um 1999 o clássico álbum “Issues”.

‘TCHAN NA SELVA’, DO É O TCHAN

Logo depois de passar pelo Havaí, o É O Tchan resolveu usar a selva como tema para seu disco de 1999. Em novembro, naquele timing para pegar as vagas de “música do verão” e “música do carnaval”, chegou o álbum que abre com “Tchan na Selva”. O lugar não importava. O que o povão queria era segurar o tchan.

‘ZÓIO DE LULA’, DO CHARLIE BROWN JR.

Depois do estouro do disco de estreia, de 1997, o Charlie Brown Jr. chegava em março de 1999 com seu segundo álbum, “Preço Curto... Prazo Longo”. Com um som menos pesado e mais diversificado, a banda conseguiu seu primeiro lugar nas rádios com “Zóio de Lula”, primeiro single do trabalho.

Gostou? Agora, você pode ouvir todas essas músicas direto na nossa playlist "20 músicas que fazem 20 anos em 2019":

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