5 momentos em que o rock brasileiro brincou o carnaval com estilo
Na BR-3

5 momentos em que o rock brasileiro brincou o carnaval com estilo

Não que este espaço dê a MÍNIMA importância para rótulos e delimitações, mas o tempo (que nem sempre é senhor da razão) foi tratando de colocar o rock do lado oposto do ringue ao carnaval. Bobagem: se tem uma lei no carnaval acima do samba, é a lei de que durante aqueles dias tudo é permitido, inclusive, principalmente, o inverso do que vale durante o resto do ano.

Então, neste ritmo de folia, relembramos cinco momentos mágicos em que ninguém foi de ninguém e quando os roqueiros engoliram confete como se não houvesse amanhã:

Capa da coletânea produzida por Nelson Motta em 1972/Reprodução
Capa da coletânea produzida por Nelson Motta em 1972/Reprodução

‘Carnaval Chegou!’

Ideia de Nelson Motta para o carnaval de 1972, a compilação “Carnaval Chegou!” reuniu o timaço da gravadora Philips — o elenco mais ousado da época — para um LP de novas músicas carnavalescas. Ainda que tenha cara e jeito de caça-níqueis, o disco esconde preciosidades como O Terço com a deliciosa marchinha “Muito Louco” escrita por Marcos Valle, Fagner com “Um Ano A Mais”, Gal em plena fase “fa-tal” com “Estamos Aí”. Atenção para Raul Seixas, anticarnavalesco convicto, trocadilhando em “Eterno Carnaval” ao propor ficar “legal” com “éter no carnaval”.

Vestidos de Espaço

Coisas de um mercado aquecido e de artistas e produtores cheios de cacife, Liminha e os Titãs conceberam um grupo fantasma que misturava new wave e carnaval. Usaram o trânsito livre que tinham no estúdio Nas Nuvens e, nos intervalos das sessões de “Õ Blesq Blom”, chamaram alguns amigos (Jorge Mautner e Paula Toller entre eles), inventaram um pseudônimo para assinar as canções (o “carnavalesco italiano” Pepino Carnale) e lançaram um single com duas músicas para o carnaval de 1989: “Pipi Popô” e “Marcha do Demo”.

‘Hino dos Cafajestes’

Pra espremer um pouco mais do sucesso do Ultraje a Rigor no ano de 1985, a WEA criou um mini LP em 45RPM com uma versão carnavalesca de “Marylou”, um remix de “Nós vamos invadir sua praia” e a marchinha “Marcha dos Cafajestes”, encharcada de ironia, surpreendentemente atual.

‘Carnaval é legal’

Em 1995, na efervescência da geração mais mulata do rock brasileiro, a MTV Brasil criou o especial “Carnaval é legal” e levou a seu estúdio diversos artistas para versões tortas (e um tanto bêbadas) de marchinhas. Com a confusão a respeito do acervo da emissora, vendida pela Editora Abril para a Viacom em 2013, o que resta disponível são gravações do VHS subidas no YouTube — desta e da edição de 1996, como os Raimundos com “A-la-la-ô”, Skank com “O Teu Cabelo Não Nega”, Engenheiros do Hawaii com “Gauchinha” e Chico Science & Nação Zumbi com “Eu Mato”.

Carnaval Mix FM

Não exatamente uma ideia original (como vimos acima), mas em 2006 a Mix FM espalhou pela programação marchinhas em novas versões. Teve CPM22 com “Turma do Funil”, Charlie Brown Jr. juntando “Caiu Na Rede É Peixe”, “Bandeira Branca” e “Me Dá Um Dinheiro Aí”, Los Hermanos com “Máscara Negra” e Jota Quest com “Cabeleira do Zezé”.

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