9 faixas internacionais que expõem o quanto esta década foi uma década transformadora para as mulheres
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9 faixas internacionais que expõem o quanto esta década foi uma década transformadora para as mulheres

A década de 2010 foi transformadora para mulheres na música. Historicamente, artistas femininas eram divididas em duas categorias: cantoras e dançarinas. Enquanto isso, homens eram vistos atuando com destaque tocando instrumentos e produzindo álbuns, espaços com poucas oportunidades para mulheres. A discrepância ainda é enorme, mas os anos 2010 garantiram que os holofotes se virassem em definitivo para as mais diferentes inspirações artísticas entre as mulheres.

Veja Charli XCX, Grimes, St.Vincent... A lista poderia continuar extensamente: mulheres ocupando espaços pouco oferecidos a elas em outros tempos. Em uma entrevista, a revista "Rolling Stone" perguntou a Grimes se a inspiração para a música "Flesh Without Blood" havia sido um coração partido. A cantora canadense respondeu que não escrevia mais sobre o amor e que a canção era para atacar um falso amigo. Se no passado mulheres só eram "autorizadas" a cantar sobre o amor, o tempo mostrou que elas cantam sobre o que elas quiserem.

Grimes se apresenta no The Game Awards 2019, em Los Angeles, nos EUA / Foto: Getty Images
Grimes se apresenta no The Game Awards 2019, em Los Angeles, nos EUA / Foto: Getty Images

Aqui vão nove músicas de artistas mulheres que mostram como a década foi um divisor de águas na arte produzida por elas.

‘cellophane’, de FKA twigs

FKA twigs lançou “MAGDALENE” em 2019, seu primeiro álbum desde que “LP1” saiu, em 2014. Com ele, veio “cellophane”, faixa de melodia um tanto quanto triste mas que, pare bem para ouvir, e perceba o quão poderosa ela é. Se puder, ouça ao assistir ao videoclipe, em que FKA aparece fazendo pole dance e mergulhando em questões existenciais. A cantora, aliás, aprendeu a dançar no poste para fazer o vídeo.

‘101 FM’, de Little Simz

A batida de “101 FM” com uma pegada de instrumentos orientais é certeira. Little Simz é um dos nomes mais proeminentes do rap britânico e já faz bastante sucesso no Brasil. Em novembro, ele esteve no país para um show no Popload Festival e conversou com o Reverb. Vale a pena ler de novo a entrevista.

‘Like It’, de Amaarae

Amaarae é uma artista ganense representante de um subgênero regional chamado alté, uma espécie de música alternativa africana que aborda temas pouco citados no pop tradicional do continente, como identidade sexual das mulheres. “Like It” é sobre perseguir desejos. O vídeo, por exemplo, mostra Amaarae assistindo homens receberem lap dance em uma boate de striptease. A ideia de ter mulheres como observadoras e não como os objetos observados é algo novo nesse sentido.

‘ghostin’, de Ariana Grande

O álbum “thank u, next” é uma das melhores coisas já feitas por Ariana Grande. A faixa “ghostin”, em especial, fala sobre estar com uma pessoa mas ser apaixonada por outra. Já imaginou que, se isso fosse cantado em outros tempos, Ariana seria chamada de piranha e outras palavras machistas? Pois é.

‘Bartender’, de Lana del Rey

Dizem que “Bartender” é uma referência ao álbum “Ladies Of The Canyon”, de Joni Mitchell, lançado em 1970. Só por isso, já poderia ser um hino de empoderamento feminino, mas a letra é uma elevação às mulheres que querem ser livres e se divertir à sua própria maneira. É bom ver Lana para além do lado melancólico.

‘Stay Flo’, de Solange

Falar de mulheres transformando a música sem falar de Solange seria um despropósito. A cantora texana mostrou que tem luz própria e um talento descomunal — ridículo se referir a ela como “a irmã de Beyoncé”. “When I Get Home”, álbum lançado em 2019, é um projeto lindo que só consolida o que “A Seat At The Table”, seu melhor trabalho, já havia enunciado.

‘Dio$ No$ Libre Del Dinero’, de Rosalía

O mundo pop não gira mais só em torno de músicas cantadas em inglês. Esse é o maior fato que o fim da década no mainstream pode nos trazer. “Dio$ No$ Libre Del Dinero” é uma das duas faixas do EP “Fucking Money Man”, lançado em julho. Fala sobre a conscientização de um mundo sem obsessão pelo dinheiro. 2020 está aí, já passou da hora de repensarmos o materialismo excessivo, não é?

‘Click’, de Charli XCX (feat. Kim Petras e Tommy Cash)

Tem muita gente que não compreende bem Charli XCX. Mas quando você finalmente entende o que ela faz com suas músicas, fica difícil largar. “Click” é estranha e sexy, tudo ao mesmo tempo, e ótima para ouvir na estrada com todo aquele “vrum vrum”.

‘Violence’, de Grimes (feat. i_o)

Atualmente, Grimes é uma das mais mulheres mais talentosas no pop. Pare para ouvir o que ela tem feito e é pouco provável que você vá discordar. “Violence” é faixa do álbum “Miss Anthropocene”, programado para sair em fevereiro de 2020, e o videoclipe tem a própria Grimes na direção.

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