A história da música impressa: sabia que máquinas de escrever notas musicais existem?
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A história da música impressa: sabia que máquinas de escrever notas musicais existem?

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Millennials talvez não saibam reconhecer o valor da máquina de escrever. Muito antes do computador, era por meio dela que registros não feitos à mão eram escritos. Mas você sabia que existem máquinas de escrever... Notas musicais?

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Antes do advento de programas digitais que permitissem a composição de partituras, uma forma muito prática de colocar semibreves, mínimas, colcheias e companhia na pauta era utilizando equipamentos de impressão. Eles funcionavam praticamente igual à uma máquina de escrever de fato. 

A primeira patente registrada para um equipamento do tipo é datada de 1885, por Charles Spiro. Uma segunda invenção semelhante, patenteada por F. Dogilbert em 1906, produzia partituras por meio de gravações mecânicas. A organização Music Printing History se dedica a estudar a história da música impressa no mundo. 

A máquina criada por F. Dogilbert / Foto: Reprodução/Music Printing History
A máquina criada por F. Dogilbert / Foto: Reprodução/Music Printing History

No fim dos anos 1940, Cecil S. Effinger criou o equipamento que mais se assemelhava a uma máquina de escrever tradicional. O teclado da invenção se assemelhava ao tradicional QWERTY que usamos hoje. Em 1961, Lillian Pavey foi responsável por desenvolver uma ferramenta capaz de transpor músicas de um disco tocado em tempo real. 

Cabe destacar também o Keaton Music Typewriter, registrado com 14 chaves em 1936 e, depois, em uma versão com 33 chaves em 1953. Sua aparência era parecida com a de um sismógrafo ou um detector de mentiras, com um anel duplo de chaves semicirculares (no modelo de 33) no meio de uma formação metálica. Apesar de não terem se popularizado muito, os modelos tiveram relativo sucesso comercial nos anos 1940 e 1950. 

Mesmo com tecnologias disponíveis, de acordo com o Music Printing History, organização que conta a evolução da música impressa através dos anos, os compositores preferiam gravar a música à mão. Máquinas de escrever eram oferecidas como ferramenta de reprodução mecânica, não como plataformas de composição espontânea. 

As máquinas podem nunca ter de fato caído nas graças de músicos, mas, vamos combinar, são invenções bastante legais de se observar, não são?

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