A playlist da Vida de Titi Müller vai de Leonard Cohen às Spice Girls
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A playlist da Vida de Titi Müller vai de Leonard Cohen às Spice Girls

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"Diga o que escutas e te direi quem és". Se considerarmos a paráfrase, Titi Müller é eclética. No que diz respeito à música, suas favoritas são bastante abrangentes. A lista começa com Leonard Cohen, vai para uns "indies aleatórios", como ela mesma diz, passa por Jesus And Mary Chain e termina com Spice Girls. A bagagem musical da apresentadora gaúcha, de 32 anos, é reflexo de uma criação mergulhada em gêneros dos mais variados.   

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"Meus pais tinham gostos musicais bem diferentes. Meu pai gosta de música tradicional gaudéria. Nos churrascos lá de casa rolavam sempre aqueles fandangos bem gaudérios. Isso tocava alto lá em casa. Minha mãe sempre ouviu mais MPB e os Beatles. Tanto que, na adolescência, eu tive que me reconectar com eles porque passei a infância inteira achando que era música de velho. Foi uma redescoberta muito intensa e incrível", diz Titi sobre o quarteto de Liverpool. 

Segunda filha em uma casa de três, Titi também foi influenciada pelas irmãs. "Eu acho que 90% do meu gosto musical foi traçado pela minha irmã mais velha (a atriz Tainá Müller). Minha irmã mais nova me ensinou, um pouco depois, a ouvir um pouco mais de indie rock, como Radiohead".

Nas reuniões dançantes que fazia em casa, quando tinha cerca de 9 anos, reinava o pop. "The Immaculate Collection", o álbum de hits de Madonna, tocou mais vezes do que se pode contar, assim como as músicas de Michael Jackson. Ambos sempre intercalados por fenômenos nacionais da época. Foi dos Mamonas Assassinas o primeiro álbum que ela ganhou na vida.  

"A gente sempre misturava Madonna e Michael com Mamonas e É o Tchan. Eu não tinha a menor ideia do que estava cantando e nossos pais ainda achavam fofo. Por isso que a gente é assim como a gente é", brinca. 

Como boa parte da geração que viveu a adolescência nos anos 1990, as influências musicais de Titi também passaram pelas trilhas sonoras de novelas. Os CDs internacionais de "Quatro por Quatro", exibida entre 1994 e 1995, e "Vira-Lata", de 1996, foram marcantes na vida da apresentadora. "Ouvia 'Always', do Bon Jovi e 'Short Dick Man', imagina?", diz ela, em referência à letra explícita em que o eu-lírico diz não querer saber de um homem com atributos, digamos, pequeno.

Mesmo rodeada de tantas referências, foi aos 11 anos que uma descoberta transformou a forma como Titi se relacionava com seus ídolos. Melhor dizendo, foi ali que ela, de fato, encontrou ídolos: as Spice Girls. "Foi a única banda que eu fiquei obcecada. Se hoje me pedirem para entrevistar a Geri ou outra, eu não sei se iria conseguir. A Mel C, quando veio ao Brasil, gravou um vídeo para mim e eu fiquei que nem criança assistindo aquele trecho de 15 segundos a noite inteira".

Ela conta que ainda lembra as coreografias e as músicas de cor, e vai tentar de tudo para ir aos shows programados para acontecer esse ano, na Europa. "Se eu for, vou para fazer esquema de fã muito fã. Vou dormir na porta do estádio".

Na mesma medida que ama as Spice, Titi venera os Beatles. Em uma das vezes que Paul McCartney veio ao Brasil, ela se prontificou para trabalhar na cobertura do canal Multishow. Depois de passar uma noite inteira chorando ao se preparar para a transmissão, achou melhor não participar. Foi convencida a continuar por uma diretora do canal. "Eu não queria chorar na transmissão e eu não tinha parado de chorar desde a hora em que eu soube que iria trabalhar. Mesmo sabendo que eu não ia chegar nem perto do Paul", conta. "Nos shows dele em que eu fui, quando eles acabaram, parecia que tinha morrido um parente meu".

Quando tinha cerca de 17 anos, os fab four era presença constante nas viagens para praia que fazia com amigos. Eles levavam vinil dos Beatles, como "Please Please Me" e "With The Beatles", e, segundo Titi, "dançavam de bater franja". "Para os momentos mais contemplativos era o 'Álbum Branco'. Ele tem esse momento para mim para eu nunca enjoar".

"E a lista de referências para por aí. eu sou muito preguiçosa para escutar música nova", admite. A apresentadora conta que todo dia costuma ouvir as mesmas faixas. Apesar disso, seus artistas mais tocados no ano passado não foram nenhum dos já citados aqui, mas sim Nancy Sinatra e a francesa Françoise Hardy. "Eu ouvi os 365 dias do ano."

O namoro com Tomás Bertoni, da banda Scalene, a ajuda a se manter atualizada no cenário da música nacional. Pautada por referências brasileiras mais antigas, como Chico Buarque, Gil, Tim Maia e Jorge Ben, ela passou a conhecer Xênia França, Baleia, O Terno e Francisco El Hombre. 

"Ele revolucionou minha vida nesse sentido porque ele tem um festival (CoMA, em Brasília) que é um puta palco para bandas nacionais. Ele busca o tempo todo coisas novas e acho que pessoas normais são assim. Eu que sou um pouco preguiçosa", diz, cheia do bom humor que lhe é peculiar.  

Tomás fez até uma playlist para Titi experimentar novas músicas. "Eu sugiro que as pessoas procurem porque tem coisas muito fofas. Ele vai ficar bravo, mas tudo bem", brinca. 

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