A playlist da vida de Zeeba, a voz de hits como ‘Ocean’ com Alok
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A playlist da vida de Zeeba, a voz de hits como ‘Ocean’ com Alok

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Marcos Zeballos tinha oito anos quando viu o anúncio de um show de calouros que aconteceria em sua escola. O garoto, que não tinha até então muitas referências musicais, decidiu pedir à mãe que o colocasse em uma aula de guitarra para que ele pudesse se apresentar no evento. O pedido foi aceito, mas não da forma desejada pelo aspirante a rockstar: no lugar da guitarra, veio um violão. A afinidade entre músico e instrumento não foi das melhores em um primeiro momento, o que fez o jovem garoto desistir da empreitada, para a qual só voltaria aos 14 anos, ao assistir vídeos do Blink 182 e formar uma banda chamada "The Twice". Ali o pequeno guitarrista deixava de ser Marcos para começar a trilhar seu caminho como Zeeba, hoje um dos cantores mais proeminentes de folk, pop e indie rock do cenário nacional — apesar de cantar em inglês. 

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Zeeba nasceu em San Diego, nos EUA, mas viveu boa parte de seus 25 anos no Brasil. Só foi retornar para o país norte-americano aos 19 anos, para estudar na Musicians Institute, em Los Angeles. Filho de pai médico e mãe publicitária, o cantor de “Hear Me Now”, mega hit gravado em conjunto com Alok, buscou sozinho suas referências musicais. Mesmo não tendo nada a ver com música, a carreira do pai ajudou, de certa forma, a levar inspiração para Zeeba.

“Meus pais não são nada musicais. Eu que fui meio que caçando. Demorei a escutar música, mas meu pai tinha uns CDs de música aleatória no carro. Eu lembro de ouvir 'Crazy', do Seal. Tinha um CD que eu gostava que eu pedia para ele por logo. Eu não vou lembrar o nome. Era um que uma paciente deu para ele e eu pirei. Gostava muito de Kid Abelha também, daquela do Gabriel ('Oito Anos')”. 

Talvez tenha sido justamente a falta de referências específicas desde cedo que tenha levado Zeeba a transitar por diversos gêneros. Com uma sonoridade mais semelhante ao electro pop, ele também apresenta influências do folk e do rock indie nas em suas composições.  

"A gente escreve uma mistureba de tudo. Eu costumo escrever músicas na voz e violão e depois cada produtor dá seu toque. 'Young Again' é uma produção do AlterMauz, que tem uma pegada mais pop, mais up. Um pouco de Bruno Mars, de Maroon 5... Acho que é bom porque eu consigo variar com produções diferentes. Todas essas influências fazem parte do que eu faço”, comenta o cantor. Ele, aliás, decidiu colocar a voz para jogo depois que o garoto escolhido para os vocais em sua primeira banda não apareceu para ensaiar. “Acabei virando vocalista e guitarrista”. 

Zeeba lembra bem do primeiro álbum que ouviu, graças a um amigo que tinha um discman: "By the Way", do Red Hot Chili Peppers. Zeeba estava na terceira ou quarta série quando começou a ouvir a banda de Anthony Kiedis. "Minha mãe ouvia algo tocando e perguntava o que eu estava ouvindo", relembra, aos risos. Na onda de ouvir discos, descobriu os Beatles, “um pouco mais velho”. “Eu comprei o ‘Greatest Hits’ e o ‘Abbey Road’. Eu não sou aquele cara que conhece todas as músicas, mas eu piro neles. Os caras tinham uma criatividade sem igual”, diz. 

A versatilidade de Zeeba já o fez tocar nos mais variados palcos. Desde a abertura de shows de Wesley Safadão até performances em Ibiza, na Espanha. Com Alok, Zeeba fez três de seus maiores sucessos. "Hear Me Now", "Ocean" e "Never Let Me Go" acumulam milhões de reproduções no Spotify e visualizações no YouTube. Agora, com "Young Again", Zeeba segue o projeto para fortalecer seu nome no cenário nacional e internacional.

Para ele, o que importa é transmitir verdade com a sua música. "Música é sentimento, é emoção. É uma emoção em outro tipo de formato". 

Em 2014, à frente da banda Bonovox, Zeeba viveu um dos maiores momentos de sua carreira até agora. Junto com os companheiros de grupo, levou o prêmio “Grammy Amplifier”, uma espécie de Grammy para iniciantes. Com a vitória, a banda fez uma série de shows e chegou a abrir para o cantor americano Aloe Blacc, além de se apresentar no tradicional festival South by Southwest (SXSW). 

“Viajar na estrada com um monte de amigo era sempre divertido. Um tempo depois a gente começou a viajar muito e depois acabou virando tudo muito trabalho, mas no começo era diversão, tocar e fazer música. Foi um momento muito legal na minha vida”.

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