Aaron Carter, irmão de Nick, dos Backstreet Boys, é diagnosticado com esquizofrenia e fala sobre saúde mental
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Aaron Carter, irmão de Nick, dos Backstreet Boys, é diagnosticado com esquizofrenia e fala sobre saúde mental

Aaron Carter, irmão de Nick, do Backstreet Boys, gravou recentemente o programa de entrevistas "The Doctors", famoso na TV americana e em outros países onde tem versões nativas — como México, Canadá, Austrália e Irlanda. No episódio, que foi ao ar nesta quinta-feira (12), o músico de 31 anos compartilhou pela primeira vez com o público seus múltiplos problemas de saúde mental, como transtorno de personalidade limítrofe (ou borderline), esquizofrenia, ansiedade e depressão. "A minha realidade é essa aqui", disse ele, enquanto segurava os remédios que utiliza no dia a dia por prescrição médica. "Não tenho nada para esconder."

Essa é a segunda entrevista que Aaron concede ao programa — a primeira foi em 2017. Nesta ocasião, ele deu mais detalhes sobre seus problemas de abuso e vício em drogas ilícitas, o que fez com que ele perdesse muito peso no passado. "Sinto que atingi o fundo do poço pessoalmente e emocionalmente", admitiu certa vez o músico à revista "People". "Comecei a ficar muito estressado com o meu relacionamento e a expectativa que as pessoas tinham em mim. Foi assim que eu parei de comer."

Agora, para tratar dos transtornos mentais, ele foi receitado por médicos a tomar uma série de drogas lícitas, como Xanax (para distúrbios de ansiedade e crises de agorafobia), Quetiapina (um antipsicótico), Gabapentina (um anticonvulsivantes utilizado para tratamento de epilepsia), Omeprazol (fármaco anti-ácido), Trazodona (antidepressivo) e, por fim, Hidroxizina (um anti-histamínico).

Aaron segurando todos os fármacos que utiliza em seu dia a dia no programa 'The Doctors'/Reprodução
Aaron segurando todos os fármacos que utiliza em seu dia a dia no programa 'The Doctors'/Reprodução

A mãe de Aaron e Nick, Jane, também compareceu ao programa desta vez. Ela sofre com alcoolismo e tenta se livrar da doença há anos. "Ela começa a beber às 5 horas da manhã, assim que acorda. Ela bebe uma garrafa inteira de vodka. Sou o único capaz de visitá-la", avaliou ele. "Eu a vejo no mais louco, tóxico e insalubre lugar do mundo."

Apesar da entrevista esclarecedora, Aaron também usou o Twitter para fazer mais desabafos.

"Sou uma pessoa boa. Tenho trabalhado toda minha vida, tive loucos altos e baixos e quebrei minha cara inúmeras vezes. Então, estou muito orgulhoso de onde estou hoje e estou fazendo meu melhor para ser o chefe da minha família", escreveu ele. "Não sou perfeito. Mas estou fazendo meu melhor para crescer e aprender com todos os meus erros como qualquer outra pessoa nesse mundo. Para qualquer pessoa que eu tenha machucado, peço desculpas. Estou aprendendo e crescendo. Aos amigos que me conhecem, amo vocês do fundo do meu coração."

Em tratamento e abrindo o jogo em nome da desmistificação das doenças da mente, Aaron é um belo exemplo a ser lembrado no #SetembroAmarelo, mês da luta contra o suicídio e a depressão. Ele está seguindo sua vida e, recentemente, lançou um single novo, chamado "Pyro". Ouça abaixo:

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