Alicia Keys dedica música a oprimidos e profissionais de saúde: 'Me enche de esperança ver tanta empatia'
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Alicia Keys dedica música a oprimidos e profissionais de saúde: 'Me enche de esperança ver tanta empatia'

“Eu estou mais à mostra do que eu nunca estive”, é o que diz Alicia Keys, aos 39 anos, sobre seu novo livro de memórias, “More Myself”, lançado no fim de março. A obra é uma autobiografia escrita em parceria com a autora Michelle Burford. Em entrevista à “Rolling Stone”, a cantora conta como tem sido passar esses dias em isolamento com a família. “Sinceramente, nós estamos surpresos que estamos nos dando bem. Estamos jogando muito ‘Banco Imobiliário’ e cozinhando juntos. Também tentamos nos exercitar como dá e organizamos uma agenda para manter tudo minimamente dentro da normalidade. Mas é claro que é estranho”, afirma a artista, que tem dois filhos, Egypt (9) e Genesis (5), com o produtor de hip-hop Swizz Beatz (41), com quem é casada há dez anos.

O livro de memórias tem participações de amigos famosos da cantora. Além de Beatz, Michelle Obama, Bono, Jay-Z e Oprah Winfrey fazem breves introduções aos capítulos da publicação. O cantor do U2 foi quem deu mais trabalho para enviar sua parte. “Ele me escreveu dizendo: ‘Alicia, eu esqueci de dizer a um adulto que eu tinha que entregar isso, e ninguém foi capaz de me fazer cumprir a tarefa. Eu esqueci.’ Ele é incrível, e é um irmão”, diz.

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Uma das melhores histórias contadas no livro fala sobre a vez em que Alicia teve que telefonar para Prince. O motivo da ligação era que ela precisava da autorização do cantor para produzir uma cover de “How Come You Don’t Call Me Anymore”, para seu álbum de estreia, “Songs in A Minor” (2001).

“Foi literalmente uma das coisas mais assustadoras que eu já fiz na minha vida: pegar o telefone sabendo que eu teria que convencer a minha pessoa preferida no mundo (a me deixar fazer isso), sabendo que ele é alguém que frequentemente diz ‘não’ a quem pede para refazer suas canções. Mas ele foi um amor e me convidou para ir a Paisley Park (seu legendário estúdio): ‘Por que você não vem aqui tocar a música para mim?’ Então, eu fui a Minneapolis, que estava congelante, e visitei aquelas salas, vi toda aqueles objetos memoráveis, os pianos… Foram momentos incríveis. Ele tinha velas, pombas, os figurinos de ‘Purple Rain’. Meu queixo estava no chão o tempo todo e ele me disse que eu não podia falar palavrão, o que é algo realmente difícil para mim”, conta.

Alicia revelou as músicas que a tem acalmado durante a quarentena. Entre os clássicos, Nina Simone e Lauryn Hill. No quesito “revelação”, ela se diz obcecada pela rapper americana Chika, de 23 anos. Canções feitas para meditar têm tido papel importante para a cantora nesses dias difíceis . “DJ Tony Touch também é alguém que eu vou ouvir toda vez que ele tocar porque a energia é muito boa. Amo música de meditação se eu estou me sentindo mais para baixo ou mais ansiosa”, conta.

O marido de Alicia e o produtor Timbaland tem participado do projeto “Versuz”, uma espécie de batalha no Instagram em que cada artista toca um trecho de seus hits e o público decide quem leva a melhor. Ela acredita que a brincadeira tem ajudado os fãs a se acalmarem durante o isolamento — e não descarta uma participação. “Nunca se sabe. Talvez sim. Eu vi que as pessoas querem que eu desafie o John Legend, piano contra piano”, brinca.

Seu sétimo álbum de estúdio, “Alicia”, tem previsão de lançamento para maio e já teve três singles lançados. O último deles, “Underdog”, se tornou uma espécie de hino de apoio aos profissionais de saúde. “Eu canto uma música para as prostitutas nos pontos de ônibus. Para as mães solteiras esperando um cheque chegar. Para os jovens professores, estudantes médicos, filhos que estão na linha de frente sabendo que não vão fugir. Isso aqui vai para o azarão: continue fazendo o que você ama. Você vai descobrir que em algum dia, logo, logo, você vai se levantar sim”, diz a letra da faixa.

“Ver os socorristas, os médicos e os heróis desconhecidos que estão por aí tentando cuidar de pessoas que estão sofrendo é simplesmente incrível. Na verdade, me enche de esperança ver que as pessoas estão se sentindo ligadas e sentindo tanta empatia umas pelas outras neste momento”, reflete.

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