Amplificador Etnobotânico transforma energia de plantas em som
Criatividade

Amplificador Etnobotânico transforma energia de plantas em som

Sons feitos a partir da eletricidade presente na superfície de plantas. A experiência do Amplificador Etnobotânico, criado pelo artista Negalê Jones, mistura natureza e arte na produção de sons. Ele constrói circuitos elétricos e ministra oficinas para ensinar aos alunos como captar sonoridades diferentes por meio de seu próprio corpo e de plantas.

"O Amplificador Etnobotânico é um circuito elétrico que amplifica a eletricidade presente no corpo humano (nas mãos) e que se soma à eletricidade presente nas folhas que estão ligadas ao circuito. O resultado da junção dessas duas fontes de energia é amplificado em 200 vezes e a gente capta esse sinal elétrico e transforma em sinal de áudio. Daí vem o som”, explica o artista e inventor.

Negalê é percussionista, saxofonista e toca uma série de instrumentos acústicos. Começou a estudar eletrônica e programação há 15 anos e nunca mais parou. Ele é um dos residentes do Transmedia Lab, residência artística do Conexidade, projeto lançado em agosto e que busca conectar iniciativas artísticas. A oficina de Negalê, assim como seu trabalho, serão apresentados nos dias 15 e 16 de dezembro, em um evento gratuito do Conexidade a partir das 16h, na Praça XV, no Rio.

Da curiosidade de experimentar na área, o artista passou a criar sintetizadores. Com o avanço das oficinas, pretende juntar os sons criados pelos participantes em música. "Gravo muita coisa e faço bases sonoras, mas acredito que daqui para frente eu possa gravar o som das pessoas. Vai virar música muito em breve".

A questão emocional varia o som. Você modula o som de acordo com o que você pensa porque os pensamentos geram sensações e isso faz você suar mais ou menos.

A oficina é dividida em dois dias. No primeiro, a aula é dedicada à montagem dos circuitos. No segundo, os alunos passam o dia tocando e conversando sobre os sons produzidos e as experiências feitas. As plantas escolhidas e até o humor de cada participante podem influenciar o resultado sonoro.

A experiência do Amplificador Etnobotânico produz som por meio do toque das mãos e da energia das plantas / Foto: Divulgação
A experiência do Amplificador Etnobotânico produz som por meio do toque das mãos e da energia das plantas / Foto: Divulgação

"A questão emocional varia o som. Você modula o som de acordo com o que você pensa porque os pensamentos geram sensações e isso faz você suar mais ou menos. As memórias fazem você produzir suor e você passa a conduzir eletricidade com maior facilidade", explica Negalê.

Entre as plantas que já observou, há uma que chama mais a atenção do criador de amplificadores: "O boldo realmente me choca porque ele é muito especial. Ele tem uma resposta muito sensível que varia só de ter mais ou menos luz em um ambiente. E isso é só a folha”, afirma, admirado.

A paixão pela energia das plantas veio da observação de sua utilização para fins religiosos. Negalê achou que seria interessante avaliar os sinais elétricos produzidos pelas folhas e amplificá-los em sinais sonoros. “Cada planta ou folha dispara um som diferente. Isso transforma nossa oficina em uma grande orquestra porque cada pessoa está com o seu circuito ligado a espécies diferentes”, finaliza.

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