Amyl And The Sniffers, da Austrália, mantém viva a força feminina do punk rock
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Amyl And The Sniffers, da Austrália, mantém viva a força feminina do punk rock

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Não é preciso procurar muito para encontrar bandas lideradas por mulheres que marcaram a história do rock e do punk. The Slits, Joan Jett & the Blackhearts, The Runaways, Bikini Kill, Patti Smith e as Mercenárias são apenas alguns dos nomes responsáveis por legitimar a presença feminina em espaços antes dominados pelo protagonismo masculino. E, para o bem da diversidade nos palcos, grupos como esses continuam surgindo e conquistando públicos mundiais. Amyl And The Sniffers, destaque no Festival de Glastonbury, é exemplo disso e prova de que o punk de vocal feminino segue vivo, forte e estimulante.

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Liderada pela vocalista Amy Taylor, a banda australiana chama atenção pelas performances, letras e clipes bastante fiéis à estética tradicional do punk; com voz e instrumentais agressivos, aparente falta de preocupação com convenções sociais e visual de exaltação à rebeldia. Mas para além disso, no álbum de estreia "Amyl And The Sniffers" — lançado este ano — a sonoridade característica dos anos 1970 se alia a faixas que exalam autoconfiança, raiva e insatisfação com as estruturas contemporâneas.

Constantemente comparada a uma personagem de animação, a vocalista Amy Taylor resgata aparência dos anos 1970 e a utiliza com poder contemporâneo / Foto: Reprodução YouTube
Constantemente comparada a uma personagem de animação, a vocalista Amy Taylor resgata aparência dos anos 1970 e a utiliza com poder contemporâneo / Foto: Reprodução YouTube

Frontwoman de uma banda com mais três homens, Amy tem estilo visual contestador que dialoga bastante com as composições do grupo. Em entrevista ao site "Kerrang!", a cantora demonstrou como a escrita firme e autossficiente da Amyl dialoga com isso. "'Some Mutts' (última faixa do álbum) é sobre ser uma vadia louca e não se encolher só porque alguém espera isso de você ou faz piada por você não ser convencional ou não-recatado", diz. “Eu digo: 'Porra, sim, estou feliz por não ter mudado ou me contido por alguém, e se você quer alguém submisso, então pode buscar outra pessoa, e eu vou viver o que é certo para mim'. Estou dizendo que vou ser (eu) se as pessoas gostarem ou não." 

Espírito punk é por aí, né?

Assista aos clipes de Amyl And The Sniffers: 

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