Após perderem quase US$ 51 mil, funcionários do Fyre Festival recebem mais que o dobro em doações
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Após perderem quase US$ 51 mil, funcionários do Fyre Festival recebem mais que o dobro em doações

O mundo não está tão perdido quanto achávamos que estivesse. Funcionários que trabalhariam no Fyre Festival, o evento luxuoso de música que aconteceria nas Bahamas em 2017 e tornou-se um dos maiores fiascos da história, receberam dezenas de milhares de libras em doações pela internet. O movimento para ajudar Maryann Rolle ganhou força após sua história ser contada nos documentários “Fyre Festival: Fiasco no Caribe”, recém lançado pela Netflix, e "Fyre Fest", do Hulu (indisponível no Brasil).

Gerente de um bar e restaurante da região, Maryann usou quase R$ 185 mil das próprias economias para arcar com custos do staff contratado para trabalhar no festival, que nunca aconteceu. Ela e seu pessoal trabalharam por horas a fio para providenciar as refeições para a equipe do evento. Poucos dias antes da estreia do filme nas plataformas de streaming, Maryann usou o GoFundMe, plataforma de vaquinha online, para criar uma campanha de arrecadação. As doações ultrapassaram, e muito, sua meta inicial: já atingiram mais de R$ 506 mil.

Fyre Festival: Maryann Rolle gastou milhares de libras de suas economias e não foi ressarcida / Foto: Reprodução / Netflix
Fyre Festival: Maryann Rolle gastou milhares de libras de suas economias e não foi ressarcida / Foto: Reprodução / Netflix

“Em abril de 2017, eu me esforcei até o limite, preparando nada menos que mil refeições por dia. Café da manhã, almoço e jantar foram todos preparados e entregues pelo Exuma Point para Coco Plum Beach e Roker's Point, onde os principais eventos (do festival) estavam programados para acontecer”, escreveu Maryann na descrição da campanha. “Por fazer este apelo, é difícil de acreditar e vergonhoso de admitir que eu não fui ressarcida. Eu fui deixada em um grande buraco. Minha vida mudou para sempre e eu fui arruinada pelo Fyre Festival”, diz o texto, assinado por ela e Elvis, seu marido e colega de trabalho.

O Fyre Festival foi organizado por Billy McFarland e Ja Rule. A proposta do evento era levar um festival de música luxuoso para o meio do Caribe. O fiasco levou Billy a ser condenado a seis anos de prisão por fraude. O rapper Ja Rule rebateu as acusações dizendo que ele também foi lesado pelo colega organizador.

Chris Smith, diretor do documentário da Netflix, diz que o filme começou como "uma exploração da história que foi se desdobrando em um milhão de direções diferentes". Ele também contou que a equipe de produção do filme tentou agendar entrevistas com Billy por duas vezes, mas acabou não conseguindo gravar.

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