ArcAttack mistura ciência e música em shows literalmente eletrizantes
Criatividade

ArcAttack mistura ciência e música em shows literalmente eletrizantes

Você chega para assistir a um show e vê que o palco está cercado por aquela fita amarela escrita "caution", usada para delimitar o público de locais perigosos. Seria motivo suficiente para sair rapidamente não fosse o show incrível que você perderia: o do ArcAttack, que usa ciência para fazer música e impressiona tanto sonora como visualmente.

"Somos especializados em criar nossos próprios instrumentos e equipamentos e, com eles, fazemos música. Em 2005, três pessoas compuseram a primeira música usando bobinas de Tesla", diz o fundador e guitarrista Joe DiPrima, referindo-se aos companheiros John DiPrima e Andrew Mansberger. O grupo conta ainda com o designer de hard e software Christian Miller e o engenheiro eletrônico Steve Ward.


Ao misturar um concerto de rock a conceitos de eletricidade, voltagem, corrente elétrica, magnetismo e robótica, o grupo faz shows quase sempre são interativos. "Queremos mostrar que as pessoas podem se divertir com ciência. Não precisa ser aquela coisa idiota e chata das salas de aula. Fazemos performances para diferentes públicos, seja em um festival ou num evento escolar. Em algumas delas, as pessoas participam de alguns números e aprendem como as possibilidades da eletricidade são infinitas. É algo mágico!", diz DiPrima.

DiPrima, do ArcAttack, com sua veste de metal
DiPrima, do ArcAttack, com sua veste de metal

O músico e cientista explica que o o transformador de alta voltagem que o grupo usa é convertido para voltagens diferentes que, por sua vez, ficam tão altas que criam relâmpagos artificiais. "É quando você começa a ouvir música que, na verdade, é uma música que está vindo das fagulhas que se espalham no ar. Nós conseguimos mudar a frequência delas e criar tons diferentes. O que fazemos é algo único", afirma.

Além do impacto dos raios e luzes no palco, o visual das roupas é, no mínimo, curioso. Eles usam vestes de malha de metal que tornam o próprio corpo um condutor de eletricidade, mas que ao mesmo tempo serve como proteção. Além do efeito especial do figurino, a guitarra de DiPrima é adaptada, com um emaranhado de arames que protege sua mão das descargas elétricas enquanto toca. Ah, sim: um dos integrantes, no caso o baterista, é um robô chamado King Beat.


No ArcAttack, o baterista é o robô King Beat
No ArcAttack, o baterista é o robô King Beat

No site do ArcAttack, os cientistas-músicos mostram suas outras habilidades, como a fabricação própria de bobinas de Tesla. Eles garantem que são equipamentos confiáveis e simples de manusear. É melhor não tentar fazer isso em casa, de qualquer forma.

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