Artista carioca une cores, sons e sensações em projeto musical
Criatividade

Artista carioca une cores, sons e sensações em projeto musical

Luz, cores, sensações, sentimentos e música são elementos comuns em shows e espetáculos, mas também podem marcar momentos mais íntimos de introspecção e reflexão. E assim é o “Prisma de Mim Mesmo”, projeto sinestésico e colorido do músico e produtor carioca Lux Ferreira, que, de dezembro de 2017 a agosto deste ano, compôs seis faixas a partir da relação entre autoconhecimento, física e muita sensibilidade.

Integrante das bandas que acompanham a carioca Mahmundi e a pernambucana Duda Beat, Lux tem uma forte relação de identidade com o próprio nome, que significa “luz”, em latim, e é a base do projeto. Não por acaso intitulado “Prisma de Mim Mesmo”, o conjunto de seis canções inspiradas em cores e nas sensações provocadas por elas é uma referência metafórica à divisão da luz branca em sete espectros visíveis (as famosas cores do arco-íris) quando incide em um prisma, como aquele do símbolo do Pink Floyd. Seis músicas, seis cores (azul e anil em uma só), seis partes formadoras da luz e de Lux.

“A ideia do projeto veio de uma necessidade”, conta ao Reverb o artista de 26 anos. “Eu precisava redescobrir e ressignificar a minha essência; e por que não entender o significado de cada uma dessas seis cores para mim, já que elas me representam?”, diz. No início, Lux tentou converter luz em som por meio de cálculos matemáticos, mas percebeu que, para ser fiel à complexidade despertada por música e cor, precisaria recorrer a abordagens mais abstratas e poéticas. “Eu não posso falar só de frequência quando falo de conversão de som em luz”, explica. “Eu tinha que ser mais profundo”.

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Para cada cor, Lux explorou uma imersão diferente. Dividido em seis meses, com uma canção liberada por mês, o projeto foi um reflexo das experiências do período e dos estudos do músico sobre cada cor escolhida. No processo de composição de “Vermelho” — cor associada à paixão, guerra, raiva, efervescência —, por exemplo, Lux se isolou em um quarto escuro, onde havia uma fonte de luz na cor da vez. “Eu comecei a escrever sobre o vermelho e sobre as sensações que ele despertava”, conta. Já para criar a “Laranja”, além de ter se aberto mais para passeios e festas no intuito de experimentar a sociabilidade da cor, ele se juntou à cantora e amiga Mari Milani em um ambiente sem barulho, distrações ou conversa, onde apenas olharam um para o outro durante 30 minutos. “Esse contato foi muito importante para que eu entendesse a troca que existe mesmo quando não há palavras”, diz.

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Em todas as faixas de “Prisma” — bastante elogiadas pelos seguidores do carioca no Instagram —, é possível notar a entrega e dedicação de Lux às diferentes e transformadoras experiências. “Expressar tudo isso através das músicas foi muito significante, muito bonito, muito profundo”, conta. “Hoje, quando eu enxergo o meu estado de espírito e olho para mim mesmo, consigo perceber que cheguei onde eu realmente queria”, diz o artista, que cogita a ideia futura de levar o projeto e suas possibilidades para dentro de galerias de arte.

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