As 25 melhores trilhas sonoras do cinema
Cinema

As 25 melhores trilhas sonoras do cinema

A trilha sonora de um filme pode ser tão emocionante, essencial ou memorável quanto qualquer diálogo ou performance de um ator. Uma boa trilha sonora costuma transcender o filme em que apareceu, seja ela uma faixa gravada anteriormente por um artista ou uma canção original que se torna um hit por muito tempo.

É comum que canções presentes em filmes apareçam nas listas das mais ouvidas junto com as músicas de trabalho dos cantores mais famosos do momento. Em 2019, o maior exemplo disso foi “Shallow”, de Lady Gaga, que ganhou o Oscar de canção original pelo filme “Nasce uma Estrela”. Mas, antes desse sucesso, muitas outras canções se tornaram fenômenos que emocionaram o público para muito além do rolar dos créditos.

De “Pulp Fiction” a “Guardiões da Galáxia”, listamos as 25 maiores trilhas sonoras do cinema. Nesta lista, não consideramos filmes musicais.

'Scott Pilgrim contra o mundo' (2010)

Quando se trata da trilha sonora do seu filme, ajuda muito se o diretor for bastante nerd. Claro que a música seria, de qualquer maneira, uma parte importantíssima de um filme sobre um garoto com uma banda e uma missão de videogame para conquistar a garota dos seus sonhos. Mas Edgar Wright, que já foi diretor de videoclipes, encontrou uma madeira de integrar a trilha sonora com a narrativa de Scott Pilgrim. A música criada para a banda de garagem de Scott, Sex Bob-omb, misturou perfeitamente o caótico com o amador, enquanto a música “Black Sheep” apenas fortaleceu a personagem Envy Adams, ex-namorada de Pilgrim, interpretada por Brie Larson.

'Drive' (2011)

“Drive” não teria feito tanto sucesso sem sua trilha sonora. Cliff Martinez reuniu canções para o ambicioso filme de Nicolas Winding Refn, mostrando um entendimento de que as melhores trilhas sonoras são as que conseguem te transportar para dentro da história sem que você perceba. Usando uma seleção majoritariamente feminina de vocalistas, Martinez conseguiu o equilíbrio perfeito entre beleza e violência que “Drive” pedia.

'O Guarda-Costas' (1992)

A trilha sonora do filme que trouxe Whitney Houston como atriz principal é até hoje o 15º álbum mais vendido de todos os tempos nos EUA. Whitney deu nova vida a canções originalmente gravadas por Dolly Parton (“I Will Always Love You”) e Chaka Khan (“I’m Every Woman”). Além dessas, duras canções foram indicadas ao Oscar: “I Have Nothing” e “Run to You”. Só hit!

'Barra Pesada' (1998)

Poucos filmes têm um olhar tão certeiro sobre as estrelas do hip-hop durante o pico de sua criatividade, ainda que este filme seja uma história dramática sobre crime. A trilha sonora de “Barra Pesada” capturou a essência do rap da costa leste americana em um momento crucial para o estilo musical, tendo a contribuição de artistas como D’Angelo, membros do Wu-Tang Clan, Nas e Jay-Z.

'Donnie Darko' (2001)

Com o compositor Michael Andrews, o filme trouxe algumas das melhores canções de uma era que lidava com angústia existencial: Echo and the Bunnymen, Duran Duran, Tears for Feras, The Pet Shop Boys e muito mais. Encerrando o filme com a melancólica “Mad World”, ele conseguiu se conectar com jovens que se sentiam sozinhos e incompreendidos e com os pais que foram ao cinema com eles.

'Perdidos na Noite' (1969)

“Perdidos na Noite”, o primeiro filme não indicado para menores a ganhar o Oscar de melhor filme, levou material original e canções pré-existentes para complementar a narrativa de um cowboy ingênuo e aspirante a garoto de programa tentando sobreviver na cidade grande. A canção “Everybody’s Talkin’”, que fecha o primeiro ato, ganhou o Grammy de melhor performance masculina.

'Vida de Solteiro' (1992)

No verão de 1992, a trilha sonora de um filme que foi mal nas bilheterias ofereceu ao público o que ele precisava para conhecer a cena grunge de Seattle. Cameron Crowe gostaria que a música de “Vida de Solteiro” fosse como uma playlist do que havia de melhor na cidade, e terminou com uma seleção do que havia de melhor naquele momento na história da música: Pearl Jam, Alice in Chains, Smashing Pumpkins... Todos, menos Nirvana. Até hoje, a trilha sonora deste filme é reverenciada como um momento ímpar na história da música.

'Segundas Intenções' (1999)

Adaptar clássicos literários para os cenários modernos das escolas americanas era uma mania entre os filmes dos anos 1990. “Segundas Intenções” veio do romance francês “Ligações Perigosas”, e trouxe Sarah Michelle Gellar e Ryan Phillippe nos papéis principais como dois jovens ricos e mimados que tentavam desvirtuar a angelical Annette, interpretada por Reese Witherspoon. Pensando no público adolescente que assistiria ao filme, foi montada uma trilha sonora com músicas de Placebo, Blur, Skunk Anansie, Aimee Mann e Counting Crows.

'Flashdance' (1983)

“Flashdance”, a primeira colaboração entre os produtores Don Sompson e Jerry Bruckheimer, é importante porque mudou a maneira como a maioria dos filmes populares dos anos 1980 eram gravados. Para cada música, havia uma cena apresentada de maneira semelhante a um videoclipe, como em “Maniac”, que mostra Alex (Jennifer Beals) treinando para sua audição de dança, e a inesquecível “What a Feeling”, que toca na montagem do início do longa. A música de Irene Cara foi o primeiro e único sucesso da cantora a alcançar o primeiro lugar nas paradas, além de ganhar o Oscar de canção original, um Globo de Ouro e um Grammy.

'Encontros e Desencontros' (2003)

A história de Sofia Coppola tinha sensações difíceis de serem expressas em diálogos. A trilha sonora do filme foi tão influente que diversos críticos sugeriram que tinha alguma relação do o renascimento do estilo musical shoegaze em meados dos anos 2000. De qualquer forma, poucas canções são melhores do que “Just Like Honey” de Jesus and Mary Chain, que toca após o beijo de despedida de Bob (Bill Murray) e Charlotte (Scarlett Johansson).

'Romeu + Julieta' (1996)

Nellee Hooper é o cérebro por trás de uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos. Trabalhando com os compositores Craig Armstrong e Marius de Vries, ele testou muitas faixas e terminou com um álbum tocando às 5 da manhã numa festa em sua casa em Londres. O filme veio com músicas como “Lovefool” dos Cardigans e “I’m Kissing You” de Des’ree.

'A Praia' (2000)

Uma verdadeira obra prima: A trilha sonora de “A Praia” é o que dá ao filme com Leonardo DiCaprio sua vitalidade, capturando a essência da música trance ouvida nas festas das praias tailandesas nos anos 1990. O trabalho foi supervisionado por Pete Tong, que diz que as canções, que incluem “Porcelain”, de Moby, e “Voices”, de Dario G, são o que fazem o filme ser visto e revisto várias vezes.

'A Garota de Rosa Shocking' (1986)

John Hughes criou a fórmula para os filmes para adolescentes, incluindo a trilha sonora marcante com músicas de bandas britânicas pós-punk rock. Echo & the Bunnymen, The Smiths, Orchestral Manoeuvres in the Dark e New Order aparecem nessa lista que todos os jovens legais dos anos 1980 deveriam ouvir.

'Pantera Negra' (2018)

Com a curadoria musical de Kendrick Lamar, a trilha sonora de “Pantera Negra” trouxe um grupo seleto de talentos extraordinários que se conectavam ao espírito do filme. Desde o próprio Lamar até Earl Sweatshirt, foram as melhores escolhas para explorar toda a responsabilidade que esse filme trazia com as pessoas que ele buscou representar. É raro ver uma trilha sonora que tão profundamente se une ao tema do filme e contando sua história através de música.

'Maria Antonieta' (2006)

Em um ano que foi saturado de dramas históricos sérios demais, “Maria Antonieta” se destacou por enfoque mais leve e divertido sobre uma figura conhecida. Dirigido por Sofia Coppola, o filme trouxe uma trilha sonora que conversa com o que foi feito por James Gunn em “Guardiões da Galáxia”, misturando canções new wave com pós-punk, incluindo The Strokes, New Order, Adam and the Ants e The Cure, que dividiam espaço com músicas de Vivaldi e Couperin. Assim, Sofia deu ao seu público algo para se relacionar, e músicas que se relacionavam com o espírito rebelde da adolescente Maria Antonieta.

'Me Chame pelo seu Nome' (2017)

Uma das compilações mais ecléticas que acalentou os ouvidos das plateias dos cinemas recentemente. A trilha de “Me Chame pelo seu Nome” nos ganha só com as três músicas de Sufjan Stevens. O cantor e compositor americano remixou sua música “Futile Devices” de 2010, e também escreveu duas canções especialmente para o filme: “Visions of Gideon” e “Mystery of Love”, que foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original.

'500 Dias com Ela' (2009)

Essa comédia romântica sobre o não-casal ganhou o status de cult com os anos e se destacou por ter uma visão original sobre o gênero “garoto encontra garota”. Música é a primeira coisa que conecta os personagens Summer e Tom, interpretados por Zoe Deschanel e Joseph Gordon Levitt. Cada canção ilustra os altos e baixos pelos quais os personagens passam. “Hero”, de Regina Spektor, é o pano de fundo ideal para a cena em que Tom percebe que todos os seus esforços para reconquistar Summer serão em vão.

'Em Ritmo de Fuga' (2017)

“Eu Ritmo de Fuga” levou as trilhas sonoras para um patamar completamente novo. O ator Ansel Elgort aparece como “Baby”, um talentoso motorista de fugas que usa música para atenuar o constante zumbido que ouve. Com isso, há muitas faixas incríveis no filme, incluindo Beach Boys e Queen.

'10 Coisas que Odeio em Você' (1999)

Se “A Garota de Rosa Shocking” captura as angústias dos adolescentes dos anos 1980, “10 Coisas que Odeio em Você” faz isso para os anos 1990. Ao contrário de muitos filmes da década, este consegue reunir vários artistas que fizeram apenas um sucesso, desde Letters to Cleo até Semisonic.

'Faça a Coisa Certa' (1989)

A obra-prima de Spike Lee traz um jazz de tirar o fôlego conduzido e composto por seu pai, Bill Lee. Também traz outas canções, como “Fight the Power”, do Public Enemy, que toca diversas vezes durante o filme.

'Guardiões da Galáxia' (2014)

Como você faz um filme com alienígenas, uma árvore falante e um guaxinim antropomórfico ficar verossímil? Essa foi a pergunta que James Gunn fez a si mesmo durante a produção de “Guardiões da Galáxia”, antes de decidir que isso aconteceria por meio da música, com uma mixtape de sucessos dos anos 1960 e 1970, que se ouvia através do walkman de Peter Quill. Talvez um dos melhores momentos do filme seja quando o herói dança por um templo em um planeta pós-apocalíptico ouvindo “Come and Get Your Love” de Redbone.

'Pulp Fiction' (1994)

“Pulp Fiction” não é um filme comum. E sua trilha sonora acompanha essa ideia. Quentin Tarantino misturou surf music americana com clássicos do rock, incluindo “Misirlou”, de Dick Dale, na icônica cena de abertura. A trilha sonora teve um grande impacto, atingindo o número 21 do Top 200 da "Billboard" e vendendo mais de dois milhões de cópias até 1996. O filme ainda traz as faixas “You Never Can Tell” de Chuck Berry, que embala a clássica cena de Uma Thurman e John Travolta dançando.

'Quase Famosos' (2000)

Cameron Crowe e seu coordenador musical Danny Bramson queriam evitar potenciais favoritos do rádio para este filme, escolhendo canções menos famosas, como “Sparks” da banda The Who. A música é essencialmente um outro personagem neste filme, um narrador que oferece comentários sobre o que acontece na tela.

'Purple Rain' (1984)

A estreia de Prince como ator aconteceu em um filme que também produziu um de seus maiores sucessos. “Purple Rain” foi um dos dez filmes de maior arrecadação de 1984, e mostra Prince em sua melhor forma. Além disso, as canções vão além da fachada enigmática do personagem principal, mostrando um lado mais profundo dele.

'Kill Bill - Vol. 1' (2003)

Mais um filme de Quentin Tarantino. Aqui, o diretor trabalhou RZA, do Wu-Tang Clan, que trouxe uma coleção de canções que acompanham a personagem de Uma Thurman em sua busca sangrenta por vingança. O que é particularmente brilhante é a alternância entre as canções e o silêncio em algumas das cenas de ação mais tensas do filme. Na luta crucial entre O-Ren Ishii e The Bride no final do filme, eles começam com um flamenco disco de Santa Esmeralda, “Don’t Let me be Misunderstood”. Na conclusão, quando O-Ren cai, RZA e Tarantino usam “The Flower of Carnage”, de Meiko Kaji.

Canais de Marcas

Relacionados

Canais Especiais

Ícone do FacebookÍcone do TwitterÍcone do InstagramÍcone do YoutubeÍcone do DeezerÍcone do SpotifyÍcone do Pinterest