As bandas só de mulheres que fizeram história durante a Segunda Guerra Mundial
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As bandas só de mulheres que fizeram história durante a Segunda Guerra Mundial

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De 1939 a 1945, o planeta presenciou a Segunda Guerra Mundial, considerado o conflito militar mais devastador da história da humanidade. Para além das narrativas tristes que poderíamos contar sobre esses anos sombrios, escolhemos lembrar das coisas boas: enquanto homens marchavam para os campos de batalha, as mulheres substituíam seus postos, principalmente em profissões nas quais elas não eram protagonistas, como na música.

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O baixista e apresentador do programa "Jazz Night in America", Christian McBride, passou anos estudando e pesquisando sobre as artistas surgidos nesse período. Para ele, uma das bandas mais relevantes e importantes desse período é, sem dúvida, as International Sweethearts of Rhythm, que tinha nada menos do que 17 integrantes. "Elas provavelmente foram a primeira banda exclusivamente feminina a ser levada a sério", disse Christian em entrevista à rádio "NPR". 

O artista, aliás, teve a oportunidade de bater um papo com um dos membros do grupo de mulheres. Trata-se de Rosalind Cron, a saxofonista. Ela revelou a Christian que, enquanto a banda viajava em turnê pelo sul racista dos Estados Unidos, sequer sabia da existência das leis de Jim Crow — aquelas que institucionalizaram a segregação racial.

"Nós estávamos em uma viagem indo direto para o sul. Me disseram que eu tinha que ter uma história em baixo da manga caso fosse parada. Então inventei que era filha de um pai branco e uma mãe era negra", contou Rosalind, que lembra do seu passado sem qualquer amargura.

As 17 integrantes do International Sweethearts of Rhythm em uma apresentação/Getty Images
As 17 integrantes do International Sweethearts of Rhythm em uma apresentação/Getty Images

Além das Sweethearts, Christian aponta a banda Coquettes como outro expoente dessa época. Graças à coragem e determinação dessas mulheres, os anos 1950 e os seguintes foram "menos" tortuosos para o surgimento de outros grupos femininos. 

"A comunidade de jazz não pode se dar ao luxo de ser excludente", reflete o baixista. "Precisamos de mais pessoas tocando esse tipo de música. Não importa quem toque. Queremos mulheres tocando essa música, queremos pessoas de todas as classes sociais tocando nossa música".

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