Barry Manilow, 76 anos, se reinventa na Broadway, com coragem e alguma controvérsia
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Barry Manilow, 76 anos, se reinventa na Broadway, com coragem e alguma controvérsia

"E se tentássemos fazer 'I Write the Songs' em mi maior?", perguntou Barry Manilow enquanto ensaiava no Lunt-Fontanne Theatre, em Midtown Manhattan, para sua quinta temporada na Broadway desde 1977. Em seu novo espetáculo, chamado "Manilow Broadway", encerrado na noite de sábado (17), o cantor e compositor americano de 76 anos tenta se reinventar interpretando os grandes sucessos de sua carreira, como o superhit "Copacabana", entre outras 30 faixas de seu extenso e ocasionalmente criticado repertório.

Vencedor de um Grammy, um Tony e um Emmy — além de ter recebido uma indicação ao Oscar, da qual não saiu vitorioso —, Barry se comparou, em aparição no canal "CNN", à rede de cafés Starbucks. "Você não consegue ficar longe de mim", brincou em 2002, sentado na poltrona do apresentador Larry King. De fato, ele estava certo, pois continua, desde 1973, quando lançou seu primeiro disco, a chamar atenção para si: seja anunciando seu novo espetáculo, sendo criticado por seu visual espalhafatoso e músicas de sucesso, ou assumindo de vez sua orientação sexual.

Ao "New York Times", Barry concedeu uma entrevista para falar da nova fase na Broadway, que não durará mais do que um mês — de julho a 17 de agosto. O jornal também fez um pequeno perfil do artista. Leia abaixo:

"Barry Manilow nasceu Barry Alan Pincus, em Williamsburg, no Brooklyn. No espetáculo, no entanto, ele se refere ao local como uma 'favela'", escreveu Rob Tannenbaum, repórter do "NYT" que entrevistou o cantor e acompanhou o ensaio do show "Manilow Broadway".

"Sua mãe, Edna, pariu aos 19 anos. Na época, ela era casada com o pai de Barry, um caminhoneiro irlandês chamado Harold. Após se divorciarem, Barry foi viver com os avós, imigrantes russos chamados Joseph e Esther. Sua mãe trabalhava como secretária e não tinha como ficar com ele", continuou.

"Eles apenas voltaram a viver juntos quando Edna se casou novamente, com Willie, padrasto de Barry. Foi ele quem despertou no artista o gosto pela música, principalmente pela parte de produção, o que foi fundamental para que Barry aprendesse a criar canções chicletes que marcaram as pessoas para sempre."

Perguntado se pensava em aposentadoria, Barry disse que não. "Enquanto eu conseguir atingir um fá, vou continuar trabalhando. Só Deus sabe quando vou parar", disse o músico, que cresceu pobre e nunca deixou de ser um workaholic.

"Não me divirto quando estou me apresentando. Ainda mais por ter que cantar essas músicas antigas. Sangro todas as noites, pois preciso tirar forças do estômago para cantá-las", admitiu.

Ao longo da temporada, Barry se viu perseguido por maledicências diversas. O "New York Post" decretou que a temporada no Teatro Lunt-Fontanne tinha "flopado" e que o cantor estaria brigando diariamente com Garry Kief, seu marido e empresário. Mas Garry, que trabalha com Barry desde 1980 e é casado com ele desde 2014, respondeu com finesse: "Barry tem soado fantástico ao longo duas horas todos os dias, é um sucessão non-stop de hits. O público fica louco, e nós vamos ganhar 4 milhões de dólares".

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