Bateria pode melhorar desempenho escolar de crianças com autismo
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Bateria pode melhorar desempenho escolar de crianças com autismo

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Músicos como Mickey Hart, do Grateful Dead, e David Byrne, do Talking Heads, já atuaram ao lado de instituições científicas com objetivos claros. Hart, no caso, já trampou com a NASA num projeto para gravar sons do universo, enquanto Byrne abriu sua própria biblioteca em Londres. Agora, foi a vez de Clem Burke, baterista do Blondie. Ele colaborou com pesquisadores da Universidade de Chichester, na Inglaterra, em um estudo que  relaciona o ensino de bateria ao desempenho escolar de crianças com autismo

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Vale lembrar que o músico toca, há dez anos, seu próprio projeto científico, o Clem Burke Drumming Project, uma associação de acadêmicos, bateristas, estudantes universitários e, claro, o próprio Burke. Mas, voltando ao assunto: a pesquisa feita pela universidade de Chichester com participação do músico revelou que tocar bateria durante uma hora pode beneficiar crianças diagnosticadas com autismo. 

Os resultados preliminares do estudo mostraram que, durante dez semanas, em apenas 30 minutos de aula de bateria, os participantes da pesquisa obtiveram melhora no desenvolvimento motor, adquirindo destreza, ritmo e compasso. Os benefícios vão além do aprendizado do instrumento. Participantes também tiveram avanços em suas atividades pessoais e escolares, o que foi observado por professores em salas de aula. 

Segundo Marcus Smith, co-fundador do Clem Burke Drumming Project, tocar bateria beneficia a todos, e não apenas pessoas diagnosticadas com autismo. "O instrumento é uma ferramenta muito potente para conter ou desacelerar doenças no cérebro", garantiu ele ao site "Open Culture".

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