Billy Joel: como seguir fazendo sucesso mesmo sem lançar inéditas há 26 anos — e quebrar recorde do amigo Elton John
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Billy Joel: como seguir fazendo sucesso mesmo sem lançar inéditas há 26 anos — e quebrar recorde do amigo Elton John

Billy Joel está há 26 anos sem lançar um álbum com músicas inéditas. Um longo hiato, certamente. Mas que não tem atrapalhado sua trajetória artística. Seu público, que já reúne três gerações — tem gente que sequer havia nascido quando ele fez "River of Dreams" — parece não se importar quando ele avisa que não tem nada de novo a apresentar. O hitmaker que por um bom tempo rivalizou com Elton John nas rádios americanas e brasileiras (havia quem achasse que "Just The Way You Are" era do cantor inglês, aliás amigo e parceiro de Billy Joel, com quem fez uma turnê histórica, de grandes momentos juntos no palco, cada um em seu piano.

Desde os anos 1990, Joel faz master classes em colégios e faculdades. Em 2014, começou uma bem-sucedida residência mensal no Madison Square Garden. Em julho de 2015, ele superou o recorde de 65 shows do próprio Elton. Três anos depois, apresentou seu 100º show e, atualmente, já tem datas reservadas até 11 de dezembro. Os ingressos variam de US$ 105 a US$ 900.

Além do sucesso no complexo de shows nova-iorquino, o artista de 66 anos que estampa a capa da última edição da "Billboard" tem lotado estádios. Os ingressos já estão esgotados para shows em Baltimore, dia 26 de julho; Denver, em agosto; e Boston, em setembro. Joel é o artista número 13 na história da Billboard Boxscore, à frente de Paul McCartney. Para um artista que não grava mais álbuns e chegou a anunciar a aposentadoria há uma década, não só é algo inesperado, mas sem precedentes. "É um milagre. Meu pai era um músico melhor do que eu, e ele não conseguia nada. Algumas das pessoas que eu admiro, caras de jazz, não conseguiram vender discos", diz Joel à revista.

Ele conta que decidiu ser artista aos 15 anos. "Meu primeiro show foi um cover de Beatles numa igreja, em 1965. A garota que eu gostava estava me olhando, os colegas estavam dançando e eu ainda ganhei 15 'mangos' do padre. Naquele dia eu decidi o que eu ia fazer na vida. E fico maravilhado ao ver que eu continuo fazendo a mesma coisa que aos 15 anos. Quantas pessoas podem falar isso aos 70 anos?".

Billy Joel nos anos 1980. Crédito: Getty Images
Billy Joel nos anos 1980. Crédito: Getty Images

Joel não entende muito de Spotify e mídias sociais - “A tecnologia ficou completamente descontrolada”, diz para a plateia de estudantes uma de suas master classes - e não entende de onde seus fãs jovens vêm. "O que está acontecendo agora está além da minha compreensão. Há uma ordem para as coisas, e o natural é você decair. Estamos subindo a colina!", comemora.

Billy Joe na homenagem que recebeu em 2018 por sua 100ª apresentação no Madison Square Garden. Crédito: Getty Images
Billy Joe na homenagem que recebeu em 2018 por sua 100ª apresentação no Madison Square Garden. Crédito: Getty Images

Desde 'River of Dreams' em 1993, Joel lançou apenas duas músicas e um álbum de peças de piano clássico, o '2001 Fantasies & Delusions' que, ironiza, “vendeu cinco cópias”. A Columbia Records, dona de suas masters, lança regularmente coletâneas e materiais ao vivo, sobre os quais Joel não tem controle. "Eu provavelmente poderia processar, mas eu não quero me envolver com essa merda", desdenha.


O cantor diz que acorda com melodias em sua cabeça e toca piano todos os dias, mas que perdeu o desejo de escrever letras. "Não sinto necessidade de registrar nem mostrar para o público. Está tudo aqui", aponta para a cabeça. "Ouço e digo, 'OK, isso não é ruim. Próximo!'", brinca a dono de hits como "It's Still Rock And Roll To Me", "Uptown girl", "Piano Man", "Honesty" e "Just The Way You Are".

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