Black Sabbath abre exposição comemorativa e ganha ponte em sua cidade natal
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Black Sabbath abre exposição comemorativa e ganha ponte em sua cidade natal

O barquinho vai, a tardinha cai. O dia em Birmingham não era bem de luz, nem era um festa de sol que esperavam os visitantes da cidade da região central da Inglaterra. Pela primeira vez andando no Scorpio — um dos barcos estreitos construídos para cruzar o Birmingham Main Line Canal —, Tony Iommi e Terry “Geezer” Butler pareciam, no entanto, em paz na calma do início do verão inglês.

Nem bossa, nem nova. Guitarrista e baixista do Black Sabbath estavam em sua cidade natal para comemorar nada menos do que de carreira meio século eira da banda fundaram — a rigor, há 51 anos, em 1968 - e que passou a ser considerada a precursora do heavy metal — estilo que, curiosamente, eles dizem não ouvir muito.

Tony Iommi e Terry Geezer Butler, no barquinho, em frente à Black Sabbath Bridge Reprdução/Birmingham Live
Tony Iommi e Terry Geezer Butler, no barquinho, em frente à Black Sabbath Bridge Reprdução/Birmingham Live

Sobre o canal, aberto em 1769 — dois séculos antes da própria banda — e que serviria para escoar a larga produção de Birmingham desde a Revolução Industrial, uma faixa foi puxada, com o nome Black Sabbath, que agora passa a dar nome à ponte sobre o Broad Street Tunnel, por sob o qual passam as águas da Main Line.

Sobre a ponte, a faixa também foi puxada, revelando as figuras de Geezer, Tony, o vocalista Ozzy Osbourne e o baterista Bill Ward — os dois outros integrantes da formação original e clássica do Black Sabbath. Elas decoravam um banco recém-inaugurado, construído devidamente em metal.

Integrantes do Black Sabbath inauguram banco de metal pesado em Birmingham  Reprodução/Facebook
Integrantes do Black Sabbath inauguram banco de metal pesado em Birmingham Reprodução/Facebook

A homenagem no ambiente da cidade aberta, com o banco e a ponte, é paralela à abertura da exposição promovida pelo Home of Metal no Birmingham Museum & Art Gallery, que celebra meio século do Black Sabbath.

"Temos pessoas que colaboraram de todo o mundo, do México à Nova Zelândia e mais", disse Lisa Meyer, fundadora e curadora da Home of Metal, ao agradecer a Capsule, o Arts Council England, a Laney Amplification e o Heritage Lottery Fun, por ajudarem a mostra a acontecer.

Entre fotos de shows clássicos inclusive, do Brasil, a exposição mostra desde uma uma motocicleta decorada em homenagem ao Black Sabbath a itens da banda, como o crucifixo do vocalista Ozzy Osbourne, roupas exóticas já usadas pelos integrantes no palco (e cedidas por eles mesmos) e uma réplica do estúdio caseiro de Tony Iommi.

Tony Iommi e Terry Geezer Butler na em uma das salas da exposição sobre Ollie Millington/Getty Images
Tony Iommi e Terry Geezer Butler na em uma das salas da exposição sobre Ollie Millington/Getty Images

Falando em guitarra, não falta uma parte interativa, como uma sala em que os visitantes podem tocar riffs de pedradas como “Paranoid”, “Iron Man” e “Sabbath, Bloody Sabbath”.

Um superfã, Stephen Knowles, de 57 anos, viu sua sala de estar reconstruída no museu com ingressos para shows ao longo das décadas e cartazes e fotos com a banda, além de centenas de camisas autografadas.

"É ótimo que muitos fãs quisessem se envolver com isso", agradeceu Tony. O que mais honrou a dupla, porém, foi o fato de a exposição estar acontecendo em sua cidade natal — o Sabbath foi bastante desprezado pela crítica em seu início de carreira, embora sempre tenha angariado muitos fãs. "Para nós, esse acontecimento é incrível. Birmingham nos aceitando e celebrando é realmente incrível", disse o guitarrista à multidão.

Moto decorada em homenagem ao Sabbath faz parte da mostra  Ollie Millington/Getty Images
Moto decorada em homenagem ao Sabbath faz parte da mostra Ollie Millington/Getty Images

"Nós nunca poderíamos imaginar que, quando começamos em Aston, estaríamos envolvidos em algo assim", continuou Geezer. "A coisa toda é surreal. Este é um lugar que eu costumava vir quando criança — porque era de graça — e agora eu estou vindo aqui e vendo o Black Sabbath em letras enormes na cidade", concluiu o baixista.

Variedade de camisas do Black Sabbath não falta na exposição  Ollie Millington/Getty Images
Variedade de camisas do Black Sabbath não falta na exposição Ollie Millington/Getty Images

Curiosamente, embora tenham agradecido reiteradamente às citações de bandas influenciadas por eles, como Anthrax e Metallica, baixista e guitarrista do Black Sabbath declararam ouvir muito pouco heavy metal, dando preferência a bandas populares na Inglaterra de quando eles começaram a tocar.

“Eu, pessoalmente, não ouço metal moderno. Beatles, (Rolling) Stones e Kinks… esse é meu estilo de música”, admitiu Geezer.

“Eu tendo a ouvir coisas mais antigas também, porque tenho uma relação maior com elas”, prosseguiu e explicou Tony Iommi.

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