Black Sabbath é festejado em sua cidade natal, conhecida como 'berço do metal'
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Black Sabbath é festejado em sua cidade natal, conhecida como 'berço do metal'

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Isso é muito Black Sabbath. O clima na cidade natal do grupo é de celebração em torno da exposição que o Birmingham Museum & Art Gallery abre nesta quarta-feira (26), homenageando os 50 anos (completados, a rigor, no ano passado) da formação clássica do quarteto pioneiro a reunir todos os elementos do que viria a ser chamado de heavy metal.  Um grande contraste com o estado de abandono do pub The Crown, onde os integrantes da banda tocaram juntos pela primeira vez, que está fechado e cheio de pixações, lembra esse cenário de desolação descrito nas letras iniciais.  

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De todo modo, o lado sombrio, oculto da vida, que acabou por se tornar grande inspiração para grande parte da música do Black Sabbath e para todo o fenômeno cultural do heavy metal, não foi deixado de lado da temática da mostra, a partir da qual a curadora Lisa Meyer tenta recuperar o legado musical das Midlands com uma série de eventos comemorativos.   

Black Sabbath, em sua formação clássica
Black Sabbath, em sua formação clássica

“Eu dirijo um festival de música experimental em Birmingham chamado Supersonic . O público vem todo ano, com música influenciada pelo metal e fica surpresos por não haver nada aqui”, explicou ao The Guardian Lisa, fundadora e diretora executiva do projeto Home of Metal. “Não há toalhas de chá à venda, por assim dizer ”, brinca. 

A exposição sobre o Black Sabbath no Birmingham Museum & Art Gallery foi montada com a colaboração dos membros originais da banda. A mostra conta com memorabília e fotos raras, algumas delas tiradas por fãs, inclusive do Brasil, além de outros países, distantes da Inglaterra, como Japão, Indonésia e Botsuana.  

Tony Iommi na exposição, em Birmingham/ Getty
Tony Iommi na exposição, em Birmingham/ Getty

 Além do cinquentenário, a primeira grande mostra sobre o Black Sabbath foi acelerada pela notícia que a banda encerraria de vez suas atividades, em 2017. Esse sentimento de urgência levou a um plano para marcar sua longa carreira com uma grande exposição, a primeira da banda em seu país. Projetado pelo artista Morag Myerscough, seus destaques incluem o crucifixo de Ozzy, o estúdio caseiro do guitarrista Tony Iommi e roupas usadas no palco em shows clássicos.  

Equipamento legendário em exposição / Getty Images/ Steve Thorne
Equipamento legendário em exposição / Getty Images/ Steve Thorne

 “Quando eu digo que devemos ter uma exposição permanente, alguns dos comentários que recebo argumentam que os fãs de heavy metal são apenas homens brancos de 60 anos, então por que deveríamos nos incomodar?", protesta Lisa. Em resposta, ela começou a encontrar maneiras de mostrar como a comunidade do metal é diversificada ao tirar fotos de fãs de países tão distantes.

Outra fala da curadora da mostra, entretanto, encontra eco na cidade natal do obre o Black Sabbath, quando ela lembra ao Guardian, lamentando, que “muitos dos principais locais dos anos 60 e 70 são agora lojas de tapetes vazios ou estacionamentos”.

The Crown, fechado e pichado/ Google Street View
The Crown, fechado e pichado/ Google Street View

 Aberto em um imóvel construído em 1881, em Birmingham, o pub The Crown fechou as portas em 2014 – no meio da Copa do Mundo sediada pelo Brasil –, após ser comprado pela empresa japonesa Toyoko, responsável por aberturas de hotéis. No entanto, ele permanece fechado até agora e a empresa só tem planos de começar uma nova construção a partir de 2002, daqui a três anos.  

O bar é onde os integrantes do quarteto original tocaram pela juntos pela primeira vez, em 1968. Ozzy Osbourne (voz), Tony Iommi (guitarra), Terry Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) tocavam, então, um repertório basicamente de blues, sob o nome Earth, vindo a adotar o nome Black Sabbath pouco depois.

Enquanto os japoneses não retomam a atividade no local, o The Crown segue com a fachada coberta por pichações e parece estar desmoronando aos poucos, de acordo com o Birmingham Live – uma paisagem apocalíptica como a que influenciou a mudança de nome da banda para Black Sabbath, além de suas letras. 

 “Este prédio está se deteriorando diariamente quando deveria ser o coração e a alma da rua. Ele pode até mesmo acabar sofrendo um incêndio, pois se trata de uma construção com muita madeira”, declarou Jez Collins, curador do Birmingham Music Archive

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