Braço biônico transforma músico em primeiro baterista ‘robô’
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Braço biônico transforma músico em primeiro baterista ‘robô’

Jason Barnes cresceu rodeado por música. O pai era guitarrista e por conta disso sua criação sempre envolveu instrumentos musicais. Desde pequeno, ele tocava bateria e decidiu fazer da brincadeira de criança uma paixão profissional. Até que um acidente de trabalho o fez ter o braço amputado e interrompeu uma carreira promissora com as baquetas. Porém, uma nova tecnologia o transformou no primeiro baterista biônico do mundo: uma prótese adaptada para bateristas - e que contém batidas pré programadas — permite que quem a usa faça até 40 toques por segundo com a baqueta. O número é mais que o dobro do que qualquer ser humano conseguiria com duas mãos.

“Tocar com a prótese é algo único. Embora seja semelhante a tocar com uma mão normal, também é muito diferente. A prótese pode tocar velocidades e ritmos que pessoas normais não conseguem, então isso abre mais portas em termos criativos para mim”, contou em entrevista ao Reverb.

Música é tudo para mim. Eu sou músico desde muito jovem e tem sido minha saída criativa e paixão ao longo dos anos.

O acidente de Jason aconteceu há seis anos, quando um transformador de rua explodiu em cima dele. O baterista sofreu queimaduras profundas e por conta da extensão dos ferimentos, os médicos optaram por amputar seu braço direito. “Aquilo poderia ter sido o fim do mundo para qualquer pessoa”, afirmou, certa vez, em conversa com o portal Freethink. Mas não para Jason. Algum tempo após o acidente, ele tirou sua bateria da garagem e usou fitas adesivas para prender uma baqueta ao seu braço amputado. A partir dali, desenvolveu uma prótese com encaixe específico para a baqueta. Todo esse empenho fez sua história chegar até Gil Weinberg, do Instituto de Tecnologia da Georgia, pesquisador e desenvolvedor do braço biônico.

A tecnologia utilizada por ele não é totalmente portátil e, por se tratar de uma patente, não dá a Jason a possibilidade de usá-la para sair em turnê. O que levou o músico a iniciar uma campanha online para arrecadar fundos para desenvolver um braço com o qual ele pudesse viajar. Infelizmente, a campanha não teve o resultado esperado. Apenas US$ 6,8 mil dos US$ 90 mil esperados foram arrecadados. O que não deve fazer Barnes desistir das baquetas.

“Música é tudo para mim. Eu sou músico desde muito jovem e tem sido minha saída criativa e paixão ao longo dos anos. Como a campanha falhou, não recebemos nada do dinheiro que foi arrecadado. Vamos continuar a pesquisa, mas fazendo uma nova abordagem para tentar receber o financiamento que precisamos”, completou.

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