Brett Anderson, do Suede, compara o britpop a um 'baiacu gordo' e revê a carreira em novo livro autobiográfico
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Brett Anderson, do Suede, compara o britpop a um 'baiacu gordo' e revê a carreira em novo livro autobiográfico

Brett Anderson, líder da banda Suede, 52 anos, acaba de lançar seu segundo livro autobiográfico, "Afternoons with the Blinds Drawn". A obra ainda não tem tradução para o português, mas já está disponível para venda em seu idioma de origem, o inglês. O "Guardian" fez uma resenha positiva da obra, e Brett a promoveu realizando algumas entrevistas. Na conversa mostrada no programa "HardTalk", da BBC, ele soltou ótimas pérolas sobre a completa aversão que sente pelo britpop, gênero carimbado em seu grupo no início da carreira.

"Quis me desassociar disso logo no começo, assim que percebi que estava virando uma patriotada vulgar e misógina", disse Brett. Em uma comparação hilariante, ele mergulhou em águas profundas. "O britpop foi ficando cada vez maior e mais inchado, feito um grande baiacu gordo. Pensamos assim: 'Sabe o quê? Nós realmente não queremos estar nessa m...' Pensa em um baiacuzão gordo morto e uma enguiazinha elétrica correndo do lado dele. Nós éramos a enguia."

Capa de 'Afternoons with the Blinds Drawn', segunda autobiografia de Brett Anderson, do Suede/Divulgação
Capa de 'Afternoons with the Blinds Drawn', segunda autobiografia de Brett Anderson, do Suede/Divulgação

Na autobiografia anterior, "Coal Black Mornings", Brett falou sobre sua infância, família, o início da carreira como músico, a formação do Suede. O texto foi elogiado por ser mais reservado e sensível do que o esperado comumente em trajetórias de rock stars. Mas a obra terminava justamente no dia em que a banda assinou seu primeiro contrato, deixando um gosto de quero mais entre os fãs.

"Afternoons with the Blinds Drawn", portanto, pega a narrativa daí e fala sobre o sucesso, reflete sobre a carreira, cita o uso abusivo de drogas, e dá suas impressões sobre a separação da banda em 2003 — eles voltaram a se encontrar em 2010. Um tom humilde e elegante evita a imagem arrogante que chegou a ser associada a Brett.

"Não sou um cara especial, com um dom único para a música. Nem sou um artista visionário, muito menos um contador de histórias superdotado", descreveu-se. "O que sou é um cara que nunca desistiu."

O distanciamento do britpop, como apontou Brett, fez com que sua banda parecesse "esnobe". Mas ele parece não ligar muito para isso. "Não sou perfeito, sabe? Cometemos muitos erros ao longo do caminho", admitiu Brett, no "HardTalk", com um riso contido depois de ser lembrado de que chamou os irmãos Gallagher, do Oasis, de "os encanadores que cantam". "Não vou ficar aqui comentando coisas que eu teria dito há tantos anos."

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