Canções e trilhas indicadas para o Oscar de 2020, com favoritas e indicadas a 'hora do WC'
Na Trilha do LEÃO

Canções e trilhas indicadas para o Oscar de 2020, com favoritas e indicadas a 'hora do WC'

Em época de Oscar, as pessoas se ligam — mais do que o normal —, em filmes e tudo o que é correlato. Como as trilhas. Nem que seja para marcar no bolão. Este ano, na categoria “trilha original”, concorrem as feitas para “Coringa”, “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, “1917”, “Adoráveis Mulheres” e “História De Um Casamento”. Já na categoria “canção original” estão na lista “Stand Up” (de “Harriet”, inédito aqui), defendida pela própria atriz que faz o papel-título, Cynthia Erivo (que fará Aretha Franklin numa minissérie), “(I’m Gonna) Love Me Again”, de “Rocketman” (bio do Elton John, que foi meio esquecida nas demais categorias), “I’m Standing With You”, de “Superação: o Milagre da Fé” (“Breakthrough”, filme cristão que fez muito sucesso no Brasil, recentemente), e “Into the Unknown”, da animação “Frozen 2”.

Contudo, nem sempre percebemos que, há uma diferença notável entre trilha sonora original (score) e trilha de canções (songs). Até certo tempo, só existia a primeira opção: a trilha em si, orquestrada, arranjada por algum maestro de renome, basicamente instrumental.

Cynthia Erivo brilha no tema de 'Harriet', indicado ao Oscar/ Getty (Rachel Luna)
Cynthia Erivo brilha no tema de 'Harriet', indicado ao Oscar/ Getty (Rachel Luna)

Mas, dos anos 1980 para cá, sobretudo, a trilha de canções pop foi se tornando mais frequente e fazendo mais sucesso. Como pudemos ver na coluna sobre os filmes de John Hughes, que teve trilhas excelentes, e revelou artistas britânicos para o mercado americano. Desde então, a maioria dos filmes são lançados com duas trilhas: o score em si e a trilha pop.

Na categoria “trilha original” do Oscar 2020, mais uma vez está na competição o aclamado John Williams (que foi tema recente desta coluna) com a feita para o último filme da saga clássica de Star Wars, “A Ascensão Skywalker”. Mesmo quando o filme não presta, a música de Williams se destaca. E, neste SW, ele até foi homenageado no final, por ter composto as trilhas de todos os nove filmes da série, desde o primeiro “Guerra nas Estrelas”, em 1977.

Outra a se destacar na categoria é a composta por Thomas Newman para o épico de guerra “1917’, de Sam Mendes. Ele colabora com o diretor inglês desde os anos 1990, tendo orquestrado a trilha do recente James Bond, “Operação Skyfall”. Newman já foi indicado 15 vezes ao Oscar, incluindo a deste ano.

A trilha de “História de Um Casamento”, do manjado Randy Newman, é apenas OK. A de “Adoráveis Mulheres” (que, na versão dos anos 90, foi feita por Thomas Newman), é de Alexandre Desplat. Este já levou a estatueta para casa por “A Forma da Água” (2018) e “O Grande Hotel Budapest” (2014). A de “Coringa” é da islandesa Hildur Guðnadóttir (tente pronunciar esse nome rápido), tida como favorita — acabou de ganhar o Globo de Ouro. Mas as canções da trilha pop de “Coringa” são bem bacanas, também: tem desde citações/trechos de “Send in The Clowns”, de Stephen Sondheim (uma delas, na voz de Frank Sinatra) até um clássico do banido (por conta de implicações com pedofilia) Gary Glitter, a contagiante “Rock’n’Roll (Part 2)”.

Na categoria canção original (aquela premiação em que a gente aproveita para ir ao banheiro, é geralmente insuportável), tirando a composta para “Harriet”, a única que vale a pena é a do Elton John, cantada em dueto com ator principal, Taron Egerton (que no filme canta todos os clássicos, sem dublagens). Ela, como diz a categoria, é uma original, composta especialmente para “Rocketman”. Fora essas, as demais seguem aquela fórmula água com açúcar e cheia de afetações. Hora do WC. ;)

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