Cantar em corais pode aliviar a solidão e estimular idosos, diz estudo
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Cantar em corais pode aliviar a solidão e estimular idosos, diz estudo

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Uma nova pesquisa acadêmica prova que fazer parte de um coral comunitário reduz a solidão de idosos e aumenta o interesse deles pela vida, afinal, quem canta seus males espanta, né? O objetivo do estudo científico, realizado pela Universidade da Califórnia, em São Francisco, foi avaliar se as intervenções sociais baseadas na arte de cantar poderiam melhorar a qualidade de vida de adultos mais velhos. A resposta está dada, né?

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"Nossos sistemas de saúde e social não estão preparados para ajudar a sustentar a nossa população de idosos, em rápido crescimento", alertou a principal autora da pesquisa, a Dra. Julene Johnson, reitora associada de pesquisa e professora da Escola de Enfermagem da UCSF. "Há uma alta porcentagem que experimenta a solidão e o isolamento social, e a depressão nessa faixa etária também é relativamente alta. Há uma necessidade de desenvolver novas abordagens para ajudar os idosos a permanecerem engajados na comunidade e assim permanecerem conectados com ela", explicou.

Muitos idosos experimentam a solidão e o isolamento social, e a depressão nessa faixa etária também é relativamente alta. Precisamos ajudar os idosos a permanecerem engajados na comunidade e assim permanecerem conectados com ela

Estudos anteriores mostraram que o isolamento social e a depressão podem agravar o estado de saúde dos mais velhos. Uma abordagem possível é envolvê-los com as artes, que podem ser oferecidas em comunidades, têm custo relativamente baixo de implementação, são envolventes e podem ser culturalmente adaptadas. A pesquisa ainda aponta que 32,5 milhões de adultos americanos cantam regularmente em corais.

Para a pesquisa, 12 centros de apoio a idosos de São Francisco entraram para um programa de coral semanal voltado para adultos com mais de 60 anos. Durante um período de pouco mais de três anos, entre fevereiro de 2012 e agosto de 2015, 390 participantes dos idiomas inglês e espanhol foram divididos em dois grupos: 208 membros foram inscritos em grupos que iniciaram as atividades nos corais imediatamente e 182 só começaram o trabalho seis meses depois. 

Entre os participantes, dois terços eram de origens diversas, 20% relataram dificuldades financeiras e 60% apresentavam duas ou mais condições médicas crônicas. O repertório musical foi adaptado culturalmente para cada local, era apropriado para a faixa etária e adequado para pessoas com diferentes habilidades vocais. Ah, a seleção de músicas também era desafiadora o suficiente para instigar a evolução de cada um. As sessões de coral de 90 minutos ainda incluíam apresentações públicas informais.

No geral, os pesquisadores descobriram que os idosos que cantaram em um coral durante seis meses experimentaram melhorias significativas na solidão e no interesse pela vida. No entanto, não houve diferenças substanciais entre os grupos nos resultados cognitivos ou físicos ou nos custos de assistência médica, relataram os pesquisadores.

"Ficamos um pouco surpresos em não ver melhorias na função cognitiva e física, especialmente porque a literatura, embora pequena, sugeriu que deveria haver melhorias", disse Julene. "No entanto, o nosso estudo é um dos primeiros ensaios clínicos randomizados de intervenção do coro".

Mais pesquisas são necessárias sobre como os corais melhoram o bem-estar e os possíveis impactos na saúde a longo prazo, explicou. "Além de ser um dos primeiros estudos randomizados baseados em artes para adultos mais velhos, nosso teste representa uma nova direção em pesquisa (...). Esses métodos de estudo podem ser um modelo para futuros ensaios para envolver e reter diversos adultos mais velhos em pesquisa", finalizou.

As informações são do "Psych Central".

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