Cantor brasileiro brilha no Queen Extravaganza, banda-tributo com aval de Brian May e Roger Taylor, sem imitar Freddie Mercury
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Cantor brasileiro brilha no Queen Extravaganza, banda-tributo com aval de Brian May e Roger Taylor, sem imitar Freddie Mercury

"Parecia um conto de fadas." Foi essa a sensação que o catarinense Alírio Netto, 42 anos, teve ao receber o convite para ser o vocalista do projeto Queen Extravaganza. E olha que a banda inglesa para ele já tinha deixado de ser apenas a sua preferida e se tornado uma atividade profissional: em 2016, ele interpretou Galileo no musical "We Will Rock You". "Sempre tive paixão pelo Queen, virei cantor por causa do Freddie Mercury", diz Alírio, que está no Brasil com a turnê do Queen Extravaganza que percorre cinco cidades - no Rio de Janeiro, o show é neste sábado (14/9), no Vivo Rio. Domingo, tocam em Vitória, e terça, 17, em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Formada por Alírio, Darren Reeves (teclados e direção musical), François-Olivier Doyon (baixo), Marco Briatore (bateria) e Nick Radcliffe (guitarra), a banda-tributo foi criada por Brian May e Roger Taylor. O guitarrista e baterista também foram os autores do musical, em parceria com Ben Elton. "Participei da seleção e fui selecionado para ser o protagonista do musical. Foi aí que eles me conheceram e, através desse trabalho, veio o convite para o Queen Extravaganza", conta Alírio. Sua trajetória foi eclética: teve experiências como cantor lírico em Brasília, morou dois anos no México atuando na montagem de "Jesus Cristo Superstar", estudou no Berklee College of Music, em Boston, EUA, e teve uma banda de metal progressivo, Khallice, que desenvolveu boa carreira interanacional. Outro grupo em que cantou, Age of Artemis, foi produzido por Edu Falaschi, ex-Angra.

O Queen Extravaganza passa por cinco cidades brasileiras. Crédito: Louis Goldman.
O Queen Extravaganza passa por cinco cidades brasileiras. Crédito: Louis Goldman.

Há um ano e meio, o cantor e sua mulher Lívia Dabarian — os dois se conheceram durante o "We Will Rock You" (ela interpretava Scaramouche) — estavam em lua de mel na Europa quando ele recebeu uma ligação perguntando se tinha interesse em cantar no Queen Extravaganza. "Quando me convidaram, fiquei sem acreditar, parecia um conto de fadas! Depois, participei de uma reunião com o Brian, Roger e o empresário Jim 'Miami' Beach, fizemos ensaios por uma semana em Las Vegas e partimos para as turnês. Fazer parte desse legado é algo surreal", conta, deslumbrado.

Alírio conta que foi fácil se adaptar ao trabalho e aos companheiros que já estavam na banda há mais de um ano. "Todos são apaixonados por música. As turnês aproximam muito as pessoas, nos tornamos grandes amigos e as diferenças culturais acabam se convergindo em algo interessante e, no palco, desaparecem", diz ele, referindo-se às diferentes nacionalidades dos integrantes — um brasileiro, dois britânicos, um italiano e um canadense.

Para esclarecer que o Queen Extravaganza não é uma banda cover e sim um tributo, Alírio conta que imitar é algo proibido dentro da banda. "Fazemos algo genuíno, colocando nossa cara no trabalho. Não imitamos os membros originais, usamos nossas próprias roupas. Mas na hora dos arranjos e timbres, somos fiéis às canções originais. Aliás, muitas vezes somos mais fiéis à sonoridade das gravações do que o próprio Queen que, óbvio, tem toda liberdade de reinventar arranjos. Volta e meia, Brian e Roger aparecem nos nossos shows, mesmo porque o Extravaganza é um filho deles! Eles nos deixam à vontade", diz.

Esta é a segunda vez que o Queen Extravaganza passa pelo Brasil. "Devo ter feito uns 100 shows desde que entrei para a banda. Já passamos pelos Estados Unidos, Canadá, Europa, América do Sul e ano que vem, vamos fazer Ásia e Oceania", antecipa Alírio, que diz que o formato do show no Brasil será o mesmo em todas as cidades. "Mas há mudanças no setlist em relação à turnê anterior!", avisa ele.

O repertório, baseado nas coletâneas do Queen, tem quase todos os hits, como "Somebody To Love", "Bohemian Rhapsody", "Crazy Little Thing Called Love", "Under Pressure", "We Will Rock You/We Are the Champions", "Radio Ga Ga" e "Killer Queen". Mas temos surpresinhas, aqueles lado B que o público não espera. Às vezes tocamos alguma que o próprio Queen nunca tocou ao vivo, o que acaba tornando o show ainda mais especial", diz Alírio.

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