Cantora e compositora perdeu a audição, mas não desistiu da música
Inspiração

Cantora e compositora perdeu a audição, mas não desistiu da música

Perder a audição aos 18 anos foi, para a cantora e compositora Mandy Harvey, como perder a vida. Além de cantar e compor, seu sonho era tornar-se diretora de um coral. A dimensão de tal perda foi existencial e, ao mesmo tempo, objetiva: “Eu nunca ouvi a Taylor Swift ou a Adele cantarem”, ela lembra. “Então, eu trabalho duro para sentir as coisas”, e foi assim, ampliando o alcance de seus outros sentidos, que ela, mesmo sem ouvir, manteve a música como seu amor maior – e seu ofício.

Tendo nascido com um ouvido quase absoluto e uma afinação impecável, ela hoje utiliza essa habilidade e sua memória muscular para cantar – sentindo onde colocar sua voz, sem ouvi-la, utilizando afinadores visuais e técnicas não usuais, como cantar sem sapatos para sentir melhor a vibração.

E o resultado é impecável. Para compor, ela registra as ideias em um gravador e as envia para que outras pessoas harmonizem a canção e indiquem onde as notas que ela criou estão, pois ela própria não é capaz de dizer.

“A música é um fantasma”, ela diz, entre a beleza e o horror de tal afirmação – que ela transforma em criação. “A música existe em toda parte, só é preciso senti-la” – e Mandy claramente é capaz de sentir essa música, que está em tudo, em seu corpo, nas vibrações, e traduzi-la em canção, como se seu ouvido absoluto permanecesse intacto.

A participação de Mandy Harvey no programa "America’s Got Talent" tornou-se antológica, emocionando a todos, quando a cantora chegou ao quarto lugar na competição.

As informações são do "Great Big Story".

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