Carnaval: 15 sambas-enredo imortais para embalar sua folia
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Carnaval: 15 sambas-enredo imortais para embalar sua folia

Abram alas para a comissão de frente entrar pois é chegada a hora do carnaval. No pique da festa do povo, o Reverb aquece tamborins e repiques relembrando 15 sambas históricos que já passaram pela passarela do samba no Rio de Janeiro. Verdadeiras obras primas de Império Serrano, Mangueira, Salgueiro, União da Ilha e outras escolas que, juntas, fazem do carnaval o que ele é.

‘Aquarela do Brasil’, Império Serrano (1964)

O samba de Silas de Oliveira (1916-1972) é um marco na cultura popular nacional. A homenagem a Ary Barroso (1903-1963), compositor de "Aquarela do Brasil", um clássico da música mundial, e ao Brasil contagiou a avenida e chegou a ser reeditada em 2004, também pelo Império.

‘Bahia de Todos os Santos’, Salgueiro (1969)

“Bahia de Todos os Deuses” deu à escola tijucana o quarto título de sua história. Foi a primeira vez que uma escola de samba abordou o sincretismo religioso no carnaval carioca, o que nos rendeu o famoso refrão: “zum, zum, zum, capoeira mata um”.

‘A Lenda das Sereias’, Império Serrano (1975)

Composto por Dionel, Arlindo Velloso e Vicente Mattos, o samba "Lenda das Sereias — Rainha do Mar" falava sobre as divindades aquáticas. Regravado em outro clima por Marisa Monte, em 2009, voltou a ser usado pela escola na reedição do enredo.

‘O Amanhã’, União da Ilha (1978)

"Como será o amanhã? Responda quem puder. O que irá me acontecer, o meu destino será como Deus quiser". Que samba!

‘Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de Uma Noite’, Portela (1981)

“Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de Uma Noite”, samba que deu à Portela o terceiro lugar em 1981, voltou à Avenida com a Tradição em 2013 para homenagear os 90 anos da escola azul e branca. Uma bela canção.

‘Bumbum Paticumbum Prugurundum’, Império Serrano (1982)

“Bum Bum Paticumbum Prugurundum”, o samba-enredo do Império Serrano, foi composta por Aloísio Machado e Beto Sem Braço (1940-1993) — este último é o autor de clássicos do samba como “Camarão Que Dorme a Onda Leva” — e, além de fazer um sucesso imenso com o público, deu à escola de Madureira o título naquele ano.

‘É Hoje’, União da Ilha (1982)

Em um ano que teve “Bum Bum”, clássico instantâneo do Império Serrano, a União da Ilha também fez por onde e trouxe o samba “É Hoje” para a mãe de santo rezar. Versos decorados até pelo menos apegado dos sambistas.

‘Kizomba, Festa da Raça’, Vila Isabel (1988)

“Kizomba, Festa da Raça” rendeu à Vila Isabel seu primeiro título no carnaval, em 1988. O samba-enredo exaltava a cultura negra, sua ancestralidade e tentava desconstruir a ideia de que o fim da escravidão no Brasil se deu graças à “boa vontade” da princesa Isabel.

‘Caymmi Mostra Ao Mundo O Que A Bahia E A Mangueira Têm’, Mangueira (1986)

Em 1986, deu Mangueira. A Estação Primeira levou seu 15º título do carnaval do Rio com um samba que homenageava Dorival Caymmi (1914-2008) e sua Bahia, “Caymmi Mostra ao Mundo o que a Bahia e a Mangueira Têm”.

‘Liberdade, Liberdade Abre As Asas Sobre Nós’, Imperatriz Leopoldinense (1989)

“Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós e que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz”. O samba campeão de 1989, da Imperatriz Leopoldinense, ainda hoje é extremamente atual.

‘Festa Profana’, União da Ilha (1989)

“Festa Profana” é mais um dos marcantes sambas da história da União da Ilha e do carnaval dos últimos quarenta anos. Deu à escola o terceiro lugar em 1989 e serviu de inspiração para torcidas de futebol país afora, com o refrão começado com "eu vou tomar um porre de felicidade".

‘Sonhar Não Custa Nada’, Mocidade Independente (1992)

O sonho da Mocidade Independente de Padre Miguel quase se tornou realidade quando a escola verde e branco ficou em segundo lugar no carnaval de 1992. O título não veio, mas o samba se tornou um marco.

‘Peguei Um Ita No Norte’, Salgueiro (1993)

“Explode coração, na maior felicidade. É lindo o meu Salgueiro contagiando e sacudindo essa cidade!” Um dos refrãos mais famosos do carnaval carioca é usado até por quem não entende nada de samba. Nas arquibancadas de futebol, é comum usarem uma adaptação da música que deu o título ao Salgueiro em 1993.

‘Trevas! Luz! A Explosão do Universo’, Viradouro (1997)

Lá vem a Viradouro aí! “Trevas! Luz! A Explosão do Universo” contava a história do big bang, em desfile que marcou por conta da "paradinha funk" feita pela bateria da escola de Niterói. Naquela época, foi uma grande novidade e um desafio para os ritmistas.

‘História Para Ninar Gente Grande’, Mangueira (2019)

A Mangueira entrou na avenida no dia 4 de março para tirar a poeira dos porões e contar as histórias que a história não conta. “Histórias Para Ninar Gente Grande” marcou o carnaval como há muito tempo um samba não fazia ao falar de grandes nomes e lutas do país constantemente deixados em segundo plano nas narrativas oficiais.

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