Charlie Watts e o mistério: o baterista dos Rolling Stones tocou ‘air drums’ no ‘One World: Together At Home’?
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Charlie Watts e o mistério: o baterista dos Rolling Stones tocou ‘air drums’ no ‘One World: Together At Home’?

Aos 78 anos, Charlie Watts foi o último dos Rolling Stones a aparecer na tela dividida no One World: Together At Home, festival online organizado pela Global Citizen e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no último sábado (18). E um detalhe chamou a atenção durante a execução do clássico “You Can't Always Get What You Want” ao lado dos colegas Mick Jagger, Ron Wood e Keith Richards, todos com instrumentos: onde estava a bateria dele? Com um par de baquetas e fone de ouvido, Charlie, na visão de fãs e veículos da mídia, teria tocado air drums, simulando de forma irônica. Mas é possível que não tenha sido assim.

A essa altura da vida, se você é de rock, provavelmente já deve ter se familiarizado com o conceito de air drums. O nome em inglês significa algo como “bateria no ar”. Ele traduz o ato de levantar as mãos e tocar bateria sem baquetas ou instrumento físico. O gesto normalmente é acompanhado de caretas e repleto de muita empolgação pelo amante de música. Na live (que não foi ao vivo) de sábado, pareceu que Charlie fazia realmente isso. Não fosse um detalhe: havia baquetas em suas mãos.

Talvez por motivo de logística, Charlie tenha decidido brincar no ar, improvisando sobre um registro pré-gravado para tornar o momento mais divertido para os fãs.Mas há uma segunda hipótese mais tecnológica: ele estaria usando baquetas que reproduzem os sons de um kit de bateria normal. Se você nunca ouviu falar de uma dessas, o Reverb já explicou como elas funcionam aqui. O desempenho é como o de uma bateria eletrônica, só que sem fios e sem a bateria propriamente dita: as baquetas são conectadas a um computador ou a outro dispositivo via wi-fi ou bluetooth. Antes da sua performance, basta configurar os sons que você quer usar e, voilà, temos um equipamento que capta os sons por meio do movimento do baterista.

No mercado, dois modelos se destacam: a Aerodrums (citada na matéria do Reverb) e a Freedrum. As duas não se parecem, esteticamente, com as baquetas pretas utilizadas por Charlie.

A movimentação de Charlie ao longo de toda a performance sugere que a primeira hipótese seja a correta. Em alguns momentos é possível perceber que os sons não correspondem exatamente ao movimento de onde estaria a caixa ou o surdo da bateria, por exemplo. Também é possível notar que o movimento das pernas do baterista é mais como o de quem marca o tempo da música do que o necessário para pressionar os pedais do bumbo e do hi-hat como tocados na faixa. O mais provável é que ele tenha feito uma graça em cima de sua parte pré-gravada, mas as percepções e os possíveis delays, tanto das baquetas eletrônicas como os da mixagem do som, podem atrapalhar a avaliação e não permitem uma conclusão definitiva.

No fim das contas, tanto faz. Seja com air drums ou com baquetas do século XXI, as duas opções são igualmente incríveis. É um presente, em meio a tantas notícias aflitivas, ver e ouvir os Stones como se ainda estivéssemos nos anos 1970. Cirurgia no coração nenhuma tira o vigor de Mick Jagger. E nem a ausência da bateria faz falta ao sempre elegante e carismático Charlie Watts.

Os Rolling Stones se apresentam no 'One World: Together At Home': Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts / Foto: Reprodução
Os Rolling Stones se apresentam no 'One World: Together At Home': Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts / Foto: Reprodução

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