‘Chernobyl’: 10 músicas que fazem referência ao acidente nuclear
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‘Chernobyl’: 10 músicas que fazem referência ao acidente nuclear

Se você não tem passado os últimos dias embaixo de uma pedra, provavelmente se interessou em assistir ou se viciou (ou viu muitos amigos viciados) em "Chernobyl". A minissérie da HBO sobre o trágico acidente nuclear ocorrido em 1986 acumulou elogios tanto de crítica quanto de público, ambos impactados pelo roteiro da série e pela reconstituição minuciosa do que aconteceu na cidade de Pripyat.

Para manter a neurose da radiação lá em cima (é impossível não ficar com ela depois de assistir à série), montamos uma playlist inspirada em “Chernobyl”. Apesar da temática tenebrosa, as músicas são de primeira — e ainda valem a reflexão.

‘Wolves Of Chernobyl’, de Municipal Waste

O thrash metal com frequência aborda acidentes nucleares e catástrofes, mas a banda americana Municipal Waste fala sobre uma teoria cabulosa: a população de lobos de Chernobyl estaria espalhando mutações causadas pela radiação pela Europa. "Cuidado, a alcateia vem atrás de você!", diz a letra.

‘Time Will Crawl’, de David Bowie

Lançada em 1987, um ano após o acidente, a música foi completamente inspirada nele. “Eu estava dando um tempo nas gravações”, contou, certa vez, David Bowie. “Era um lindo dia e estávamos observando os Alpes e o lago quando nosso engenheiro de som gritou que havia algo muito sério acontecendo na Rússia. O noticiário suíço estava captando o sinal de uma rádio norueguesa que gritava, para quem quisesse ouvir, que nuvens enormes se estavam se movendo a partir de lá e que enão eram nuvens de chuva”, lembrou Bowie.

A letra diz: “Eu vi um riacho muito preto cheio de peixes de olhos brancos e um homem se afogando, sem olhos. Eu senti uma brisa muito quente que derreteu metal e aço. Eu tenho uma enxaqueca que já dura três longos anos. E as pílulas que eu tomei fizeram meus dedos desaparecerem”.

‘2 Minutes To Midnight’, do Iron Maiden

“Nós lubrificamos as mandíbulas da máquina de guerra e a alimentamos com nossos bebês", diz a letra, um tanto incomum. A música faz referência ao relógio do Juízo Final, objeto que faz uma contagem regressiva simbólica para a hora do apocalipse. O horário de 23h58, faltando dois minutos para a meia-noite, foi o mais próximo que o objeto marcou até hoje. O episódio aconteceu quando os EUA e a União Soviética testaram bombas de hidrogênio, em 1953. No ano em que essa música foi lançada como single, em 1984, o relógio chegou a marcar 23h57. No ano passado, ele voltou a bater em 23h58.

‘I Won’t Let the Sun Go Down on Me’, de Nik Kershaw

Escrita durante os últimos anos de tensão entre EUA e União Soviética, a música tem versos como "homens velhos com calças listradas mandam no mundo com sorrisos de plástico". "Acho que não é algo óbvio de primeira mas a música é sobre a bomba atômica e sobre pessoas assumindo a responsabilidade pelo que elas fazem", contou Nik. Há um motivo para Elton John tê-lo descrito certa vez de "o maior compositor de sua geração".

‘Colony Collapse’, de Architects

Muitas das músicas dos Architects, banda de metal do Reino Unido, falam sobre questões ambientais. O vocalista, Sam Carter, é um grande apoiador de causas nesse sentido. A música "Colony Collapse", do álbum "Lost Forever // Lost Together", de 2014, traça paralelos com o acidente de Chernobyl e faz uma reflexão sobre o nosso dever de tentar "começar de novo" ainda hoje.

‘Chernobyl’, de The Blue Hearts

The Blue Hearts é uma banda japonesa de punk rock que causou polêmica ao lançar "Chernobyl". Isso porque, em 1988, a banda de Shibuya havia acabado de assinar com uma gravadora associada à Mitsubishi, empresa que, entre outros setores, investia recursos na indústria nuclear. Houve um pedido para que eles desistissem da música, prontamente recusado pelo grupo. Por conta disso, os Blue Hearts deixaram a gravadora e assinaram com uma concorrente, podendo, assim, lançar a faixa.

‘Radioactivity’, de Kraftwerk

Kraftwerk, famosa banda alemã de música eletrônica, fala sobre Chernobyl no começo do remix de “Radioactivity”, lançado em 1991, no álbum “The Mix”. O nome da usina nuclear é citado junto a outros lugares em que ocorreram incidentes nucleares, como Harrisburg, Sellafield e Hiroshima. Os locais foram incluídos no remix da música porque alguns críticos acharam a versão original “muito otimista” com relação à energia nuclear.

‘What We Made’, de Example

"What We Made", música de 2007 do rapper Example, é um alerta sobre o poder destrutivo da humanidade. A ideia inicial era gravar o clipe em algum lugar que pudesse transmitir essa mensagem de forma bem clara. A escolha, no fim das contas, foi Prypiat. "Primeiro nós fizemos a roda, depois o carro. Então fizemos a bomba e agora está tudo errado", canta o britânico.

‘Can't Run But’, de Paul Simon

"Um sistema de resfriamento queima na Ucrânia. Árvores e guarda-chuvas nos protegem da nova chuva. Exércitos de engenheiros analisam o solo, a comida que comemos e a água que fervemos", canta Paul Simon em "Can't Run But". Nesses versos, a música, lançada originalmente no álbum "The Rhythm of the Saints", de 1990, faz referência clara ao incidente de Chernobyl.

‘Breathing’, de Kate Bush

"Breathing", single de 1980 de Kate Bush, precede Chernobyl, mas fala sobre um feto que sofre com problemas de ansiedade por conta das notícias sobre desastres nucleares e cenários pós-apocalípticos. No clipe da música, a própria Kate interpreta o feto.

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