‘Chernobyl’: trilha sonora da série foi gravada a partir de sons de usina nuclear desativada
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‘Chernobyl’: trilha sonora da série foi gravada a partir de sons de usina nuclear desativada

Tudo o que se ouve em "Chernobyl" foi gravado dentro de uma usina nuclear desativada. É difícil de acreditar, mas os sons que acompanham boa parte da trilha sonora foram registrados pela islandesa Hildur Gudnadóttir e sua equipe em uma instalação industrial fora de funcionamento na Lituânia. A responsável pelas músicas que ajudam a narrar os momentos que antecederam e sucederam a tragédia visitou o local antes das gravações.

"Cada som na trilha sonora foi feito a partir das gravações na usina", disse a violoncelista clássica em entrevista ao podcast "Score". Antes de trabalhar em "Chernobyl", Hildur já havia composto as trilhas de "Sicario: Dia do Soldado" e feito parte da orquestra em "A Chegada", de Denis Villeneuve, e "O Regresso", de Alejandro Iñarritu. Este ano ela ainda vai estrear "Coringa", filme solo sobre o vilão do Batman.

A violoncelista Hildur Gudnadóttir é a responsável pela trilha sonora de 'Chernobyl' / Foto: Divulgação
A violoncelista Hildur Gudnadóttir é a responsável pela trilha sonora de 'Chernobyl' / Foto: Divulgação

A experiência dentro da usina veio da vontade de levar para a série sons comuns de um lugar como esse. "Chernobyl é uma das maiores catástrofes da História e as consequências disso ainda vão estar aí por muitos e muitos anos. (Eu queria entender) Como que é o som disso, como que, de fato, uma catástrofe acontece e quais sons ela tem. Era um cenário completamente fora da minha realidade”, explicou.

Para gravar na usina, Hildur, produtores e engenheiros de som caminharam pelo terreno usando os mesmos uniformes da época. Lá, puderam sentir os cheiros de um lugar como esse e entender as nuances de se estar ali. “Fazer música a partir de uma história é muito sobre escutar. Ir a um determinado ambiente e ouvir. O grande ‘solista’ dessa trilha foi uma porta”, conta, aos risos. “Nós ouvimos aquele barulho e pensamos ‘meu Deus!’. Havia um monte de frequências altas que fazem esses sons doidos, quase inaudíveis, mas muito altos. Eu peguei esses pequenos trechos e eles se tornaram os aspectos melódicos das músicas”.

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