'Choque de Cultura': os projetos musicais de Rogerinho, Julinho, Renan e Maurílio
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'Choque de Cultura': os projetos musicais de Rogerinho, Julinho, Renan e Maurílio

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Achou que não ia ter Choque de Cultura no Reverb? Achou errado, otário! Embora Rogerinho do Ingá espalhe por aí que ambiente de música é ambiente de droga, os quatro atores que interpretam os motoristas de transporte alternativo mais cinéfilos da internet brasileira gostam, e muito, do assunto. E vai além da frustrada carreira de rapper do Julinho da Van ou dos shows do Kid Abelha para os quais Renan faz transporte de velhinhos. Batemos um papo com Caito Mainier, Leandro Ramos, Daniel Furlan e Raul Chequer para desvendar melhor os gostos e os projetos musicais (sim, tem isso!) dos astros do fenômeno nonsense do YouTube, que recentemente ganhou os domingos da Rede Globo.

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CAITO MAINIER, O ROGERINHO DO INGÁ

Sobre a parceria com Los Hermanos: “Bruno Medina e eu fomos da mesma sala na faculdade, fizemos publicidade na PUC-Rio. Marcelo Camelo fazia jornalismo na mesma época, mas tivemos só algumas matérias juntos. Rodrigo Amarante era muito amigo do Felipe Abrahão, meu grande amigo que dirigiu o ‘Larica Total’ comigo e com o Leandro anos depois, e chegou a tocar com a banda. Acabou que formamos um grande grupo de amigos e vimos nascer os Hermanos. Acompanhamos todos os shows, desde o começo no Empório (bar localizado em Ipanema, no Rio), discos, sucessos e tudo mais. Eu fiz com eles clipe (dirigiu “Fingi na Hora Rir” usando filmagens da festa de 15 anos da irmã mais velha), programa na MTV e o documentário ‘Além Do Que Se Vê’, que conta a história da produção do disco ‘Ventura’ e faz parte do DVD Los Hermanos no Cine Íris”. 

Sobre Jimi Hendrix e a criatividade: “Quando eu era pequeno, meus pais não tinham o hábito de ouvir música em casa. Mas um amigo da escola pediu pra eu gravar no videocassete um especial dos Beatles que ia passar na (extinta) TV Manchete. Eu  gravei, assisti, mas não gostei. Daí esse mesmo amigo disse que gravaria uma fita pra mim de um cara que eu ia gostar. E era o Jimi Hendrix. Quando eu cheguei em casa e coloquei a fita pra tocar, foi como se alguma coisa se abrisse dentro da minha cabeça: ‘pode fazer isso?’. Foi quando tive coragem e vontade de criar coisas. E nunca mais parei. E também não parei de ouvir Jimi Hendrix. Ah, e eu hoje ouço Beatles também”.

Sobre a trilha sonora de Dora, sua filha de 9 meses: “Não coloco nada para ela ouvir. Em geral, quem faz isso é a Mariana (mãe) e o Tomaz, irmão dela. E eu gosto do gosto deles”.

DANIEL FURLAN, O RENAN

Sobre a carreira musical à frente da banda Ócio, da qual era vocalista e guitarrista: “Não saberia dizer se a experiência foi positiva ou negativa. Foi os dois ao mesmo tempo. Fomos produtivos de 2006 a 2016, mas ultimamente eu não sentia motivação (suficiente) por parte de ninguém ali para continuar. Melhor acabar do que continuar como mortos-vivos. Se é que algum dia fomos vivos”.

Sobre influências musicais: “Parei de ouvir música infantil quando tinha uns 10 anos e vi Matthew Broderick todo fodão cantando ‘Twist and Shout’ em ‘Curtindo a Vida Adoidado’ na ‘Sessão da Tarde’. Minha mãe percebeu que fiquei fascinado e disse que por acaso tinha todos os vinis daquela banda lá, tal de  Beatles, em casa. Como eu não sabia botar o disco botar na faixa certa, acabei ouvindo as outras músicas, daí os outros discos, e não teve mais volta”.

Sobre futuros projetos musicais: “Estou tentando não ter, mas não sei se vou conseguir”.

LEANDRO RAMOS, O JULINHO DA VAN

Banda com um ex-Legião Urbana? “Comecei a tocar também por influência do meu tio Toninho. Ele incentivou minha mãe a me dar um violão, e eu passava o dia com ele pra lá e pra cá. Meus amigos até tentaram emplacar o apelido de Caboing em mim, por causa do Pepe Legal, que andava com um violão nas costas, mas não pegou. Tive umas bandinhas de garagem e toquei numa banda cover da Legião Urbana com o Renato Rocha, o Negrete, ex-baixista da Legião. Toquei muito no Néctar, em Vargem Grande, um lugar que de dia é uma clínica veterinária e à noite é casa de shows. Ou seja, só sucesso. Só que não". Dá uma olhada aí embaixo no rapaz em ação nos palcos:

Sobre as influências musicais: “Meus pais nunca foram muito de ouvir música em casa, no máximo um axé, porque minha mãe ama axé music. Minha ligação com a música foi através do tio Toninho, que tocava violão e era fã do Alceu Valença, eu adorava ir para a casa dele porque ele ouvia música no último volume. Minhas maiores influências musicais são brasileiras: Alceu, Caetano Veloso, Novos Baianos e Jards Macalé... mas eu realmente ouço de tudo, ouvi muito punk rock e hardcore também, Ramones, NOFX, Bad Religion... Quando eu descobri o disco do Jards de 1972 ("Jards Macalé"), eu fiquei um mês ouvindo direto, ele talvez seja o cara cuja música mais fala comigo. Ele e o Jorge Mautner”.  

Musical com ex-BBBs? “Fiz um musical no teatro chamado ‘Terror Show’, em 2004, que era protagonizado por dois ex-BBBs, a aeromoça Cida e o cantor André Gabeh. Foi meu auge na música”.

RAUL CHEQUER, O MAURÍLIO

Sobre a ligação com a música: “Eu escuto basicamente música popular brasileira e rock/hardcore. Às vezes pego pra ouvir umas doideiras do mundo, música mongol, cubana, dos balcãs. Nos últimos tempos estou escutando muito três discos: o ‘Vinte Palavras ao Redor do Sol’, da Catia de França, a discografia dos Los Crudos, e o ‘Ready For Freddy’, do Carlos Patato Valdes. Esse último tem uma música chamada ‘La Ambulancia’, uma homenagem muito merecida pras ambulâncias”.

Sobre a carreira musical: “Eu sei fazer uso do violão no meu trabalho, não chamo isso de saber tocar. E já tive bandas, mas não as recomendo a ninguém”.

Sobre os clipes que dirigiu: “No início da vida no audiovisual, eu dirigi alguns clipes. Eu colava nas bandas e perguntava ‘tão precisando de clipe?’, algumas estavam, aí eu fazia um clipe sem grana nenhuma. Mas rolou até de ganhar um prêmio num festival de cinema com um clipe, o ‘Você Vai Morrer’. Dos que eu fiz, é um dos meus favoritos, junto com o ‘Fuck on The Beach’ da banda japonesa de mesmo nome. Esses clipes são bem precários, se alguém duvidar, tem no YouTube”.

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