Tipo Importação: Com a bênção de Jay-Z, rap sul-africano vive seu melhor momento
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Tipo Importação: Com a bênção de Jay-Z, rap sul-africano vive seu melhor momento

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 A música popular sul-africana é riquíssima e vai de estilos tradicionais, como o velho e bom rock, até a fusão de ritmos tão diferentes entre eles quanto zulu e drum and bass. No meio de tanta diversidade, o rap vem se destacando como o gênero mais fértil da África do Sul, com muitos artistas que fazem um sucesso imenso localmente e alguns que conseguiram extrapolar as fronteiras a ponto de chamar a atenção do todo-poderoso Jay-Z.

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Nada melhor do que conhecer os principais rappers sul-africanos da atualidade – e seus sons, naturalmente – para entender o que está rolando por lá nessa cena. Vamos começar pelos queridinhos de Jay-Z: AKA e Cassper Nyovest.

AKA 

Apesar de ter apenas 30 anos, AKA (nome artístico de Kiernan Jarryd Forbes) é um dos pioneiros do rap sul-africano e abriu caminho para o pessoal que está fazendo sucesso ao lado dele hoje em dia. Não à toa, é também conhecido como Supa Mega na cena.

Na ativa desde 2002, como parte do trio IV League, foi ao saltar para uma carreira solo em 2009 que chamou a atenção com os hits “Problems”, “In My Walk” e “Do It”. Passou os dois anos seguintes gravando seu primeiro álbum, “Altar Ego”, que lhe rendeu os prêmios de revelação e melhor artista de rap da África do Sul. De lá para cá, tem sido hit atrás de hit, como “Caiphus Song”.

 Seus outros álbuns são “Levels” (2014), “Be Careful What You Wish For” (2017) e “Touch My Blood” (2018). 

Em 2016, foi convidado por Jay-Z para assinar contrato com o selo Roc Nation – e aceitou, obviamente. “Todos sabemos que a África é abençoada com talentos, e Cassper Nyovest e AKA são a verdadeira definição disso. Eles entendem o jogo”, declarou Jay-Z na época.

Cassper Nyovest

O irônico da situação de Jay-Z ter escolhido Cassper Nyovest para assinar contrato com o Roc Nation também em 2016 é que ele e AKA sempre foram considerados “rivais” na cena rapper sul-africana. Mas as diferenças ficaram de lado sob a bênção do empresário norte-americano. 

Cassper entrou no rap em 2004, com a banda Childhood Gangsta, que logo se separou. Então ele ficou uns anos com a Slow Motion e em 2013 decidiu seguir carreira solo.

Lançou o single “Gusheshe” para medir a temperatura de sua popularidade e a resposta foi incrível. Então, no ano seguinte saiu seu primeiro álbum, “Tsholofelo”. Depois dele vieram “Refiloe” (2015), “Thuto” (2017) e “Sweet and Short” (2018).

Uma das principais marcas do som de Cassper é a mistura do rap com kwaito, uma variável da house music criada em Joanesburgo nos anos 1990.  

Moozlie

Também adepta do mix de rap com kwaito, a princesa do rap sul-africano é poderosa. Foi VJ da MTV África de 2012 a 2016, quando abandonou a carreira na TV para criar seu selo, o Nomuzi Mabena Music – Nomuzi Mabena é seu nome de batismo. 

Estudou muito, chamou os melhores produtores para trabalhar suas músicas e, neste ano, lançou seu álbum de estreia, “Victory”. O primeiro single é “Vatel”, com produção do lendário Mdu. 

 Moozlie é apontada como o futuro do rap feminino na África do Sul e está bem confortável nessa posição. 

A-Reece

O caçula desta seleção é considerado um menino prodígio na cena rapper da África do Sul. Aos 16 anos, com uma música em homenagem a Cassper Nyovest – “Cassper’s Picture” –, chamou a atenção do produtor sul-africano PH Raw e ganhou um contrato com a Raw X Productions para começar a trabalhar novos sons.

Hoje, aos 21, tem três álbuns lançados: “Paradise” (2016), “From Me to You and Only You” (2017) e “L3 (Long Lost Letters)” (2018), além dos EPs “Brownies” (2014), “Cutaways” (2016) e “And I’m Only 21” (2018).

Seu hit que está bombando na África do Sul é a recém-lançada “To the Top Please”. Fique com ela aqui:

 * Tipo Importação é um especial que, todo mês, vai apresentar o melhor da música de países não tão visados pelos brasileiros. Neste mês apresentaremos ritmos e artistas da África do Sul.   

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