Como a bomba, ritmo de Porto Rico, ajudou os habitantes a lidarem com o Furacão Maria
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Como a bomba, ritmo de Porto Rico, ajudou os habitantes a lidarem com o Furacão Maria

Porto Rico, a terra do reggaeton, abriga também um gênero musical muito popular e tradicional entre os nativos do país, chamado bomba. Foi o ritmo ancestral, e sua fortíssima ligação com a dança, que ajudou os porto-riquenhos a lidar com a destruição provocada pelo furacão Maria, que atingiu a região do Caribe em 2017.

“Na maioria das danças de percussão, o dançarino segue o percussionista, mas na bomba é diferente”, explica Adrian Florido, da rádio americana “NPR”. “Quem toca o tambor está respondendo aos movimentos da dançarina”, ele disse, “ela e o percussionista estão conversando”.

Após a passagem de Maria, professor de dança Giomar Cruz decidiu organizar uma pequena oficina de bomba e pediu que as pessoas anotassem como estavam se sentindo. No início, palavras como “angústia”, “tristeza” e “desespero” foram bastante citadas por conta das perdas causadas pelo furacão.

Ao som da yuba - subgênero da bomba, usado especificamente para expressar sentimentos assim -, as pessoas se sentiram aliviadas durante a dança e choraram. “Nossos ancestrais, nossos escravos dançaram a esses ritmos após um longo dia de trabalho para deixar sua tristeza para trás”, contou Cruz.

Para diversos porto-riquenhos, a bomba fortaleceu-se enquanto símbolo de esperança e de força. "Não tínhamos água, eletricidade, TV, rádio, telefone, nada, mas tínhamos nossos tambores, nossas mãos e nossos pés, e isso é tudo que precisávamos para dançar bomba", contou o músico Marcos Penaloza Pica, morador de Porto Rico que também presenciou os estragos do furacão.

Confira um vídeo de como é a dança:

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