Como ex-integrantes de boybands dos anos 2000  lidaram com o fim do sucesso
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Como ex-integrantes de boybands dos anos 2000 lidaram com o fim do sucesso

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Sucesso na década de 1990 e no começo dos anos 2000, as boybands experimentaram, nos anos seguintes, o declínio do império que construíram na música pop. Se antes vendiam milhões de discos e causavam comoção por onde passavam, depois, foi difícil de encarar a realidade: a crista da onda já havia passado e restava apenas uma marola. Brian McFadden, ex-Westlife ("Uptown giiiirl") e Keith Duffy (Boyzone) são dois exemplos de cantores que se assustaram com a realidade de que, com o fim ou a pausa de seus respectivos grupos, encarar a vida como uma pessoa normal seria, no mínimo, estranho. 

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Para Brian o momento em que percebeu que estava "sozinho" foi em 2004, pouco após deixar a banda para, justamente, seguir em carreira solo. Quando ainda era um dos cinco integrantes do Westlife, o cantor tinha pessoas cuidando do visual, da alimentação e de cada detalhe da vida da banda. Em determinado momento, num quarto de hotel, percebeu que não sabia o que fazer para escolher a roupa que usaria. 

"Eu estava acostumado com alguém me acordando de manhã e depois uma pessoa me dava a roupa que eu vestiria", ele lembra, rindo do absurdo presente nos privilégios que tinha. "Olhando agora para as fotos da época em que eu tinha que escolher minhas próprias roupas e ajeitar meu cabelo, sou obrigado a dizer que fiz escolhas bastante questionáveis", brinca, em entrevista ao “Guardian”. 

O problema de McFadden com o guarda-roupa parece ilustrar bem o giro de 180 graus que acontece na vida de quem antes rodava o mundo cercado de um staff enorme e se hospedava nos hotéis mais luxuosos com esquemas de segurança gigantescos. Um dia, quase que de repente, tudo termina. E tarefas tão simples quanto levar o passaporte para uma viagem internacional tornam-se obrigações esquecidas pelos ex-astros. 

Keith Duffy, do Boyzone, foi voto vencido quando a banda decidiu entrar em hiato. Ele não achava que aquele momento era o ideal para a pausa do grupo irlandês, que se separou em 2000 e levou sete anos até se reunir. "Nós estávamos no nosso auge, tudo o que lançávamos ficava no topo das paradas. Deixar tudo isso para trás... Eu estava muito assustado", lembra. 

Apesar de ter sido uma das vozes da banda por seis anos, ele não confiava em suas habilidades vocais para investir em uma carreira solo. "Eu estava em uma situação que, sim, eu era famoso, mas o que eu faria pelo resto da minha vida?", diz ele, que participou do reality show Celebrity Big Brother, de game shows e atuou na novela "Coronation Street" - no ar na TV britânica desde 1960 - na vida pós boyband

Menos conhecida, a boyband americana Youth Asylum deu a um de seus integrantes, Kevin Yee, memórias pouco felizes sobre o tempo em que teve que esconder sua sexualidade. Como membro de um grupo focado no público feminino, Yee não tinha se assumido gay publicamente e lembra que era obrigado a "andar direito" para não "dar pinta". "Eles me ensinavam a 'andar direito' nos supermercados. Desde o começo, eu não podia ser que eu realmente era". O grupo nunca se tornou uma febre e Yee voltou para o Canadá, seu país de origem, para trabalhar em uma loja de roupas. "Eu me sentia humilhado. A única vez em que fui reconhecido, eu estava varrendo o chão e pensei 'isso é o fundo do fundo do poço'".  

Atualmente, Brian e Kevin se apresentam como o duo Boyzlife, em que cantam os maiores sucessos dos  dois grupos que integravam e contam histórias dos bastidores das turnês. "Nós costumamos dizer que toda noite é como se fosse uma terapia", diverte-se Duffy. 

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