Como foi o primeiro show nos EUA com restrições relacionadas à pandemia de coronavírus
Entretenimento

Como foi o primeiro show nos EUA com restrições relacionadas à pandemia de coronavírus

Num anúncio que provocou opiniões divergentes, o governador do Arkansas Asa Hutchinson autorizou a volta de eventos ao vivo em algumas cidades. A casa TempleLive foi a primeira a anunciar uma atração, mesmo antes da data liberada oficialmente: Travis McCready tocaria no dia 15 de maio. E quase que não acontece, pois o governo disse que o show não atendia aos padrões do Departamento de Saúde. Alguns ajustes foram rapidamente providenciados e o vocalista do Bishop Gunn se apresentou nessa segunda (18/5) diante de uma plateia reduzidíssima num local todo adaptado.

"É bom estar fazendo algo normal", disse um participante do primeiro show nos Estados Unidos em tempos de pandemia à "5news". "Normal" realmente é um conceito questionável, já que o TempleLive, em Fort Smith, foi totalmente adaptado para seguir as regras de distanciamento e as pessoas foram obrigadas a usar máscaras e medir a temperatura na entrada.

Funcionária do TempleLive mede temperatura de fa antes de entrar no local. Foto: Getty Images
Funcionária do TempleLive mede temperatura de fa antes de entrar no local. Foto: Getty Images

O cantor country Travis McCready já pode se considerar parte da história da música americana ao ter realizado o primeiro show oficial ainda sob a ameaça do coronavírus. E por pouco ele perde a chance, pois o governador disse que era muito cedo para o show ser realizado, além de não atender aos padrões recomendados, ameaçando cancelar o evento. Por fim, a casa conseguiu ganhar uns dias e fazer os acertos exigidos, incluindo não vender bebidas alcoólicas.

De acordo com as diretrizes do estado, todos os funcionários e fãs com mais de 10 anos tiveram que usar máscaras e os artistas precisaram manter uma distância mínima de dois metros da plateia. O TempleLive vendeu apenas 239 ingressos - a capacidade máxima é de 1.100 lugares -, com assentos separados em “pods de fãs”. No banheiro, alguns os mictórios e assentos sanitários foram amarrados com fita isolante, enquanto que marcações no chão lembravam a distancia de um metro e meio obrigatória entre as pessoas. Em todo o local, funcionários desinfetavam paredes, grades e outras superfícies.

A plateia do TempleLive: apenas 239 lugares foram disponibilizados. Foto: Getty Images
A plateia do TempleLive: apenas 239 lugares foram disponibilizados. Foto: Getty Images

Quando o show finalmente começou, Travis cumprimentou a plateia e tocou "Fight For Your Right (To Party)", dos Beastie Boys, antes de apresentar Lauren Brown, cantora que fez o show de abertura.

Ele subiu ao palco mais tarde, sem fazer referência às circunstâncias bem diferentes, iniciando com "Riders", uma música sobre perseverança que ele gravou com sua antiga banda. Acompanhado quase todo o tempo por seu cão dinamarquês Van Gogh, ele brincou dizendo que, com o não podia ver ninguém, por causa das luzes, para ele a casa estava cheia. Ao final, o show acabou assumindo a intimidade e a descontração de um encontro na sala de estar na casa de seu amigo.

Travis McCready, o cachorro Van Gogh e  Robbie Helton. Foto: Getty Images
Travis McCready, o cachorro Van Gogh e Robbie Helton. Foto: Getty Images

Muitas pessoas devem ter desistido de ir ao show por medo do coronavírus e também por imaginar ter que passar por todo o processo de restrições. Mas quem foi diz que valeu a pena: "Estamos felizes por estar aqui. Sou uma das mais paranoicas por aí e quando vi tudo o que esse local fez, estava pronta para ir. Acho que eles fizeram um excelente trabalho", disse LaLisa Smiddy ao "The New York Times".

Relacionados

Canais Especiais

Ícone do FacebookÍcone do TwitterÍcone do InstagramÍcone do YoutubeÍcone do DeezerÍcone do SpotifyÍcone do Pinterest