Como o sintetizador Yamaha DX7 definiu o som dos anos 1980 que marca ‘Stranger Things’ e a cultura pop
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Como o sintetizador Yamaha DX7 definiu o som dos anos 1980 que marca ‘Stranger Things’ e a cultura pop

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Para além de um elenco supercarismático e de um enredo repleto de monstros de um certo "mundo invertido", as três temporadas de "Stranger Things" têm mantido também a boa qualidade de sua trilha sonora. Sob a responsabilidade de Kyle Dixon e Michael Stein, a música consegue dar à trama toda uma sonoridade da década de 1980. Boa parte disso se deve ao uso de um instrumento específico: o sintetizador DX7 da Yamaha

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Lançado em 1983 pela companhia japonesa, o DX7, como sempre foi chamado pelos "íntimos", trouxe inovação ao mercado ao se tornar o primeiro modelo digital de sucesso. O modelo de sintetizador usava um algoritmo chamado "frequently modulated synthesis" (ou FM synthesis), desenvolvido por John Chowning, professor da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Em 1967, ele chegou ao algoritmo que constituiu o FM e permitia uma utilização mais refinada no controle e na modulação de sons, algo diferente de sintetizadores analógicos muito utilizados até então, como os produzidos por Moog nos anos 1970. 

Elenco de 'Stranger Things' durante a pré-estreia da 3ª temporada: Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Millie Bobby Brown, Sadie Sink, Finn Wolfhard e Noah Schnapp / Foto: Getty Images
Elenco de 'Stranger Things' durante a pré-estreia da 3ª temporada: Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Millie Bobby Brown, Sadie Sink, Finn Wolfhard e Noah Schnapp / Foto: Getty Images

A utilização dessa tecnologia permitiu que sintetizadores reproduzissem uma gama de sons inovadora e revolucionária. Passaram a ser capazes de emular sons de percussão, como xilofones e marimbas. Quando John vendeu a licença para a Yamaha, a empresa passou uma década estudando e avaliando os recursos, até lançar o DX7 em 1983. 

A lista de artistas que usaram o DX7 naquela década é imensa. Whitney Houston, Kenny Loggins, Phil Collins, The Cure, Brian Eno… O equipamento era uma espécie de elemento onipresente na música pop da época. Ele definiu o som de uma década inteira e marcou a forma como sintetizadores são usados ainda hoje. 

Genesis: Tony Banks e Phil Collins ao lado de um DX7, em Roma, em 1985 / Foto: Getty Images
Genesis: Tony Banks e Phil Collins ao lado de um DX7, em Roma, em 1985 / Foto: Getty Images

À época em que foi lançado, a versatilidade do DX7 era de impressionar. Sua onipresença era levada ao pé da letra, pois ele era usado para substituir instrumentos "reais" que não eram especificamente caros ou raros. Quem ouve o solo de gaita de “What's Love Got To Do With It", de Tina Turner, percebe a presença do sintetizador, que também é o responsável linha de baixo de "Take My Breath Away", hit da Berlin para “Top Gun — Ases Indomáveis”. Vários dos sons característicos gerados pelo modelo da Yamaha se tornaram identidade do pop dos anos 1980. Até hoje, sintetizadores mais modernos são equipados com timbres do DX7 — agora, vintage — em seus sets originais de fábrica.  

 Vários dos sons característicos gerados pelo modelo da Yamaha se tornaram identidade do pop dos anos 1980. Até hoje, sintetizadores mais modernos são equipados com timbres do DX7 — agora, vintage — em seus sets originais de fábrica.   

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