Como Sergio Leone, o mestre que inspirou Tarantino, fazia da música regra e compasso das cenas que filmava
Inspiração

Como Sergio Leone, o mestre que inspirou Tarantino, fazia da música regra e compasso das cenas que filmava

O italiano Sergio Leone (1929-1989), famoso autor de filmes que renovaram o gênero western — ele ajudou a fundar o subgênero western spaghetti —, conseguiu fazer o que poucos cineastas foram capazes: criar harmonia perfeita entre imagem e som, de forma que a trilha sonora se tornasse um personagem à parte em suas películas. Ao menos, é o que consideram críticos como Evan Puschak, do canal "Nerdwriter", e discípulos fieis como Quentin Tarantino, que o homenageou ao longo de toda sua obra, culminando com o amor expresso no recente "Era Uma Vez Em... Hollywood", que já a partir do título ecoa o magistral filme de Leone "Era Uma Vez no Oeste".

Não há como louvar Sergio sem citar o compositor italiano Ennio Morricone, lenda viva, seu colaborador de longa data, hoje com 90 anos. Diferente da maioria dos cineastas, que atualmente encomendam a trilha sonora após finalizar as filmagens, o diretor italiano criava as cenas de seus filmes em cima das músicas de Ennio.

A música, para Sergio, realmente fazia parte do roteiro de seus filmes. Isso fica claro no vídeo "Why Sergio Leone Played Music on Set", do "Nerdwriter" (veja abaixo), onde descobrimos que, de fato, o cineasta colocava as músicas da trilha sonora para tocar durante as gravações. Assim, os atores poderiam "sentir" o que ele gostaria de passar com cada som específico, atuavam ao som previsto. Genial, não é?

Quentin Tarantino, fã de Sergio e de Ennio, fez questão de incorporar músicas do compositor italiano no seu próprio western "Os Oito Odiados" (2016). Para mestres e artesãos do cinema, recorrer a "temp score", trilhas sonoras formadas apenas por músicas já disponíveis no mercado, jamais.

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