Como Taylor Swift se tornou um ícone da segurança virtual?
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Como Taylor Swift se tornou um ícone da segurança virtual?

Atire a primeira pedra quem nunca aceitou uma permissão de cookies de um site sem ler as linhas pequenas. Ou quem adiou até quando deu a atualização do sistema de segurança de um celular ou do computador. Ou, mas fácil ainda, quem manteve a mesma senha inalterada por anos. Pois é. É difícil levar a sério tantas normas de segurança em tempos em que a ansiedade para navegar na internet e acessar conteúdos é muito grande. Por essas e outras que Taylor Swift deve ter sido enviada ao mundo. Não apenas para cantar músicas-chiclete e montar shows espetaculares, mas também para te ensinar sobre segurança digital.

Já há algum tempo, Taylor tem verbalizado sua preocupação com a questão. A cantora se manifesta mais do que outras celebridades de seu nível em questões envolvendo privacidade, direitos de propriedade intelectual ou, até mesmo, registros fotográficos de paparazzi. Ela falou sobre o tema em entrevista a "Rolling Stone", em 2014, quando revelou que mantinha a única cópia do ainda não lançado álbum "1989" apenas em seu aparelho celular — e que só reproduzia as faixas usando fones, com medo de ser grampeada.

"Eu tenho que parar de pensar em quantos aspectos de tecnologia eu não entendo", disse. "Pense nas caixas de som. Elas amplificam o áudio, mas elas não conseguiriam também captar os sons?", questionou, antes de levantar a mesma dúvida com relação a celulares.

O problema com o aplicativo FaceTime, da Apple, é um exemplo prático da preocupação de Taylor. Na última semana, a companhia americana foi obrigada a desativar temporariamente a função porque um bug permitia a quem fizesse uma chamada ouvir a recepção de áudio do microfone da pessoa para quem estava ligando, antes mesmo de ela atender a ligação. Talvez tivéssemos que ter ouvido Taylor mais atentamente.

Em 2017, Ed Sheeran, amigo de Taylor, afirmou que trabalhar com a cantora exigia medidas de precaução no nível da NSA, a agência de segurança nacional dos EUA.

"Eu estava em São Francisco e eles mandaram alguém com uma maleta trancada com um iPad que tinha apenas uma música dentro. Eles levaram a maleta até São Francisco de avião, tocaram a música que eu tinha feito com ela e me perguntaram se eu tinha gostado. Eu falei que sim e eles levaram a maleta de volta. Foi assim que eu ouvi a música", contou, em entrevista à "Capricho"

A fixação por segurança de Taylor levou os fãs da cantora a criarem uma página no Twitter chamada "Swift on security". A conta reúne informações que circulam na internet sobre segurança digital.

Depois disso tudo, se você não quer seguir os conselhos de Taylor, tudo bem. Apenas não faça como seu "inimigo número 1", Kanye West, que usava "00000" como senha de desbloqueio de seu iPhone.

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