Conheça um projeto de música, poesia e 'bem-estar' que, por coincidência, também se chama Reverb
Inspiração

Conheça um projeto de música, poesia e 'bem-estar' que, por coincidência, também se chama Reverb

Publicidade

Algumas pessoas consomem o que chamamos de autoajuda — sem qualquer julgamento ou demérito ao termo — através de livros, palestras, perfis motivacionais ou coisa que o valha. Já outras preferem absorver mensagens de bem-estar por meios alternativos, como a música e a poesia. Utilizando essas duas modalidades artísticas, o projeto Reverb (sem nenhuma relação com este site, apenas homônimo :), do poeta Allan Dias Castro e do músico Tiago Corrêa, tem auxiliado fãs na busca de um "propósito maior", ou seja, aquilo que você mais deseja na vida, mas talvez tenha receio de seguir atrás.  

LEIA MAIS: Clarice Falcão fala sobre depressão, ansiedade e música eletrônica no novo álbum

VEJA TAMBÉM: Ansiedade, falta de foco e mau humor? Música pode ser o remédio ideal para amenizar

"Procuramos os pontos de encontro entre as pessoas à medida que eliminamos as máscaras e armaduras que vamos criando no caminho", explicou Allan. "Assim chegamos a temas como medo, sonho, perdão e outros anseios e sentimentos que permeiam algumas práticas, como ho'oponopono (método havaiano que visa à reconciliação consigo mesmo), ioga, meditação e tudo que envolva positivamente uma maneira de enxergar o mundo através de um olhar para a gente mesmo, sempre com o intuito de evolução pessoal."

Tiago Corrêa e Allan Dias Castro, os caras por trás do projeto de música e poesia Reverb/Reprodução/Instagram
Tiago Corrêa e Allan Dias Castro, os caras por trás do projeto de música e poesia Reverb/Reprodução/Instagram

Amigos desde 2006, ano em que se conheceram em Porto Alegre, Allan e Tiago se distanciam um bocado quando o assunto é referência musical. Enquanto o primeiro é mais chegado à música nacional, tendo foco em artistas como Lenine, Jorge Drexler, Gonzaguinha, Carlos Rennó e Aldir Blanc, o segundo flerta mais com o R&B, hip-hop e o pop rock gringo, de Kanye West e Timbaland ao duo Hall & Oates. Essas diferenças, entretanto, se somam e se traduzem no trabalho feito em conjunto no Reverb, considerado, nas palavras de Allan, "o que a gente faz para viver e também o que faz com que a gente se sinta vivo".

"Fazer o que a gente ama, receber bem por isso e ver nosso trabalho chegando nas pessoas de forma positiva, é um ciclo que precisamos percorrer para que a gente tenha na nossa vida a qualidade e satisfação que pretendemos oferecer", aponta ele, atualmente 100% sustentado por sua arte. "O Reverb foi fundamental para esse objetivo. Mas também diversifiquei as atuações da escrita e fiz outras coisas, como roteiros de televisão, textos publicitários e livros." 

O texto também levou Allan a gravar vídeos para o YouTube, no canal "Voz ao Verbo", onde "fala" os poemas que escreve. Em nossa entrevista, ele dá sugestões para aspirantes a artistas, que assim como ele, pretendem se dedicar inteiramente aos seus ofícios.

"Lembre-se da realidade no meio do caminho", propõe. "Talvez sua resiliência seja testada ao extremo. Mas antes de desistir, saiba que depois do medo os ventos sopram a favor, e que a fase onde vai precisar de mais fôlego para continuar remando talvez seja mais tranquila de encarar do que uma vida inteira na areia se perguntando como seria se tivesse tido coragem de tentar."

Falando em remar, o poeta faz uma pausa para comentar a história de um fã tocado pela letra da canção "O Mar Ensina". Ele diz que, inclusive, chega a narrar esse caso em seus shows com Tiago.

"Conheci um cara numa sessão de autógrafos do livro do Reverb. Ele estava nervoso, mal conseguia falar, mas me contou que, certa vez, estava na praia com sua esposa, quando ela foi tomar um banho de mar e começou a se afastar muito com a correnteza. Ao percebe a situação de risco, o rapaz foi tentar salvá-la. E conseguiu, mas acabou entrando na corrente no lugar dela", descreveu Allan, dando continuidade ao causo. 

"Quase sem ar, ele pensou em desistir, afinal tinha alcançado o objetivo de salvar sua mulher, que agora estava na areia, apavorada esperando que os salva-vidas chegassem. Aí que entra a parte que mudou inclusive meu ponto de vista sobre a potência de uma música. Pouco antes de desistir totalmente, ele recuperou as forças para uma última tentativa de salvar a própria vida quando lembrou dos seguintes versos de 'O Mar Ensina': 'Fôlego para remar na volta. Fôlego para voltar a remar'. Desde que ouvimos essa história, eu e Tiago entendemos a palavra fôlego como algo a mais."

O Reverb, portanto, se define como um processo curativo para quem escuta e para quem o faz. Uma via de mão dupla, garante o poeta. O público do Rio de Janeiro pode ver e ouvir para crer no dia 1º de agosto, no Solar de Botafogo, às 20h. "O que realmente mudou a minha vida, e por consequência a minha arte, foi a troca do questionamento. Em vez de 'o que eu vou ganhar com isso?', agora eu penso em 'o que tenho a oferecer?'. Nós vivemos o nosso discurso. Ele não fica restrito ao papel", finaliza.

Publicidade

Relacionados

Canais Especiais

Ícone do FacebookÍcone do TwitterÍcone do InstagramÍcone do YoutubeÍcone do DeezerÍcone do SpotifyÍcone do Pinterest