Conheça Zico, o ídolo: mais famoso rapper do k-pop lança novo single solo e conta como se sentia 'sufocado' com o sucesso
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Conheça Zico, o ídolo: mais famoso rapper do k-pop lança novo single solo e conta como se sentia 'sufocado' com o sucesso

Até o ano de 2009, o nome Zico significava apenas uma coisa, fosse no Brasil ou no estrangeiro: o grande jogador de futebol, eterno ídolo dos flamenguistas. Mas Arthur Antunes Coimbra passou a não ser mais o único a responder pelo apelido. É que um jovem cantor chamado Woo Ji-ho começava sua carreira profissional na Coreia do Sul e, como é muito comum na terra do k-pop, resolveu adotar um nome artístico: Zico.

O atleta "conheceu" o xará cantor há três anos, vendo um videoclipe durante um quadro de seu canal Zico10. O apresentador pergunta se ele sabia que existia um Zico de cabelo azul e o Galinho responde: "Eu não. Ih, rapaz, ele canta pra cacete!".

Bom, aqui vamos falar sobre o Zico rapper e compositor sul-coreano, que lançou na segunda-feira (13/1) seu novo single "Any Song". Superdançante e falando sobre a "festa da vida", a música é mais uma faixa do álbum lançado em 2019, "Thinking ", e que vem sacudindo o cenário do k-pop. O lançamento precede a série de concertos da turnê "King of the Zungle: Weather Changer" que Zico inicia em Seul em fevereiro.

Sobre o primeiro álbum solo, o rapper, produtor e membro da banda de K-pop Block B comentou que surgiu da necessidade de derramar suas verdadeiras emoções em um álbum. Ele diz que sua verdadeira identidade sempre foi obscurecida por seu comportamento confiante e estilo ousado e, conforme a carreira progredia, a pressão resultante de ser um jovem artista de sucesso só aumentava.

"No decorrer da existência de 'Zico', descobri que o 'Woo Ji-ho' estava desgastado, sem saber como viver ou como se sentir quando deixado sozinho. Eu queria falar sobre esses sentimentos no meu novo álbum”, explicou durante entrevista ao "Korea Herald" .

Seu primeiro álbum completo em oito anos, "Thinking" tem 10 faixas e teve como primeiro single "Being Left". "Inicialmente, não pretendia tornar o álbum sombrio e sei o que meus fãs esperam algo mais casual, feroz e estiloso. Mas meu humor não estava assim. Então, decidi me concentrar no que tenho pensado até agora”, disse.

Antes de estrear em 2011 como vocalista do Block B, o rapper frequentou a cena underground japonesa usando o nome Nacseo e se apresentou com grupos como Dope Squad e Undisputed. Em 2009 formou o duo Harmonics com o rapper Park Kyung e, um ano depois, lançou seu primeiro mixtape, "Zico on the Block", que teve boa repercussão na cena hip hop coreana.

Zico virou uma estrela do k-pop, liderando regularmente as paradas e recebendo indicações em várias premiações, como para a Seoul Music Awards, Melon Music Awards e Mnet Asian Music Awards.

No início de 2019, Zico deixou sua agência Seven Seasons para estabelecer sua própria gravadora, a KOZ Entertainment. E também saiu do Block B — uma verdadeira montanha-russa em um único ano. Mas o que realmente o incomodou não foi o volume de trabalho nem sua nova responsabilidade como CEO. Foi uma crise de identidade que quase o "sufocou".

"Eu sempre soube que estava lutando com minhas duas identidades distintas, mas eu não queria estragar meu personagem 'Zico'. Então, continuei aumentando a tensão, às vezes exagerando minha imagem punk e selvagem. Acho que foi uma forma de reforçar minha auto-estima ”, disse o rapper, que é católico e tem uma tatuagem no peito escrita "John the Apostle". Fé também refletida numa tatuagem do rosto de sua mãe com a frase "God save Paulus" embaixo.

Zico, que já colecionava sucessos solo como "Tough Cookie", "Fear", "It Hurts", "Boys and Girls" e "Artist" antes de se juntar ao grupo, contou que não estava aguentando a pressão. "Minhas emoções se acumularam até o ponto de não conseguir respirar. Então decidi ser honesto comigo mesmo, mostrar minha vulnerabilidade pela primeira vez na minha carreira”, revelou.

Além de participações regulares em programas de variedades na TV e mais de 20 singles, Zico aumentou suas credenciais em setembro, quando ingressou na delegação sul-coreana para a terceira Inter-Korean Summit em Pyongyang como o único artista de hip hop.

Apesar de sua imagem rebelde, Zico enfatizou que sempre foi conservador, tentando ficar longe de problemas. "Minha aparência, roupas e comportamento em programas de TV podem me fazer parecer um menino mau, mas minha vida não é assim. Eu não fumo e não bebo muito. Eu nem sou tão falador! Eu queria deixar isso claro no álbum ”, disse.

Por enquanto, o rapper planeja levar uma vida sem maquiagem pesada nem o estilo explosivo do hip hop. "Sinto-me muito aliviado agora, mas ainda não encontrei uma resposta para o quebra-cabeça. Eu ainda estou chegando lá", disse Zico sem descartar completamente uma nova reunião com os companheiros do Block B.

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