Coronavírus: Till Lindemann, do Rammstein, dá dois shows no mesmo dia em Moscou, antes de cancelar turnê
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Coronavírus: Till Lindemann, do Rammstein, dá dois shows no mesmo dia em Moscou, antes de cancelar turnê

Os grandes concertos foram cancelados ou adiados há dias em todo o mundo. Ou, pelo menos, quase. Na Rússia, uma das últimas apresentações para uma plateia numerosa aconteceu no domingo (15/3), em Moscou: o show de Till Lindemann, vocalista do grupo de metal industrial Rammstein, que estava em turnê com seu projeto paralelo, o duo Lindemann, que mantém com o sueco Peter Tägtren, da banda de death metal Hypocrisy e do PAIN.

No México, o Guns 'N Roses participou no sábado (14/3) de um grande festival. Uma imprudência, para se dizer o mínimo, em tempos de contágio crescente do coronavírus.

Till surgiu no palco dentro de uma bolha de plástico, acompanhado por Peter. Mas a "proteção" não era para se prevenir do coronavírus, como pode parecer. O cantor, bem conhecido por seu visual excêntrico e artes pirotécnicas, já havia feito apresentações com o aparato. Depois, ele circulou livremente pelo palco, fazendo presepadas costumeiras como dar tapinhas no traseiro de fãs e jogar tortas na plateia.

Till, 57 anos, teve de cancelar os quatro últimos compromissos da turnê. O show da VTB Arena em Moscou deveria ter sido cancelado —o governo proibiu eventos com mais de 5 mil pessoas por causa da pandemia —, mas o artista conseguiu contornar a situação fazendo dois shows no mesmo dia, para respeitar o limite de número de espectadores permitido sem decepcionar os fãs que já tinham ingresso comprado. O calendário do Rammstein entre maio e agosto segue mantido, pelo menos por enquanto.

Público se aglomera diante da VTB Arena para assistir ao show do Lindermann. Foto: Getty Images
Público se aglomera diante da VTB Arena para assistir ao show do Lindermann. Foto: Getty Images

De acordo com relatos da imprensa e fãs, mesmo em número reduzido, as pessoas ficaram próximas uma das outras, obviamente, fora e dentro do estádio. Pior deve ter acontecido no festival Vive Latino, na Cidade do México, que teve ninguém menos que o Guns N’ Roses como headliner no sábado (14/3). Nos dois dias de festival, onde alguns artistas acabaram desistindo de participar, foram vendidos 70 mil ingressos. Quem foi prudente e não compareceu, não teve direito a reembolso dos US$ 225, segundo o "Metal Sucks". Quem estava na plateia, pode ouvir “So Fine” do álbum "Your Illusion II", faixa que não era apresentada ao vivo com Axl Rose cantando desde 1993. Será que valeu a pena?

Tanto o México e a Rússia ainda têm poucos casos registrados de coronavírus em relação a outros países - 53 e 143 casos respectivamente, até o fim de semana. Infelizmente, algo que não deve ser comemorado, pois vários fatores precisam ser levados em conta.

No México há a possibilidade de sub-notificação e insuficiência de número de testes. Na Rússia, que tem fronteira e intenso comércio com a China, o país onde o surto começou, as coisas são mais suspeitas. Segundo o site "The Conversation", embora seja possível que esse número baixo reflita o controle de fronteira, existe a preocupação de que isso reflita a falta de triagem ou de relatórios. "Combinado com as evidências recentes de que a Rússia esteve por trás de várias campanhas de desinformação sobre o coronavírus, isso levanta a possibilidade de que a Rússia possa estar jogando de forma perigosa com a saúde global", destaca o site.

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