Cresce campanha por igualdade de gêneros em festivais
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Cresce campanha por igualdade de gêneros em festivais

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Mais de 190 festivais em todo o mundo, entre eles o BBC Proms (evento de música clássica organizado pela emissora britânica BBC) e o Kendal Calling, comprometeram-se a ter um equilíbrio de 50% entre gêneros, entre suas atrações, até 2022.  As produções desses festivais assinaram o acordo Keychange (mudança essencial, em tradução livre), lançado em 2018 pela Fundação PRS, uma financiadora de novas iniciativas musicais, da Inglaterra.  

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O projeto tem como objetivo aumentar o equilíbrio entre gêneros nos festivais de música, que costumam ter larga maioria masculina entre seus artistas. O Keychange está agora aberto a qualquer organização musical que queira buscar paridade de gênero na música, de conservatórios, orquestras e salas de concerto, empresários e gravadoras. 

Reveller no BBC Proms Jo Hale Redferns   Getty Images
Reveller no BBC Proms Jo Hale Redferns Getty Images

Signatários recentes incluem a Ópera Nacional da Inglaterra, o Conservatório Real de Birmingham, o Southbank Centre, a Royal Liverpool Philharmonic, o Sage Gateshead e o Barbican.

“É realmente encorajador que grandes organizações de música e empresas independentes estejam demonstrando seu compromisso com a igualdade de gênero na música ao lado de centenas de festivais em todo o mundo”, afirma Vanessa Reed, CEO da PRS Foundation e fundadora da Keychange.   

A baterista do Honeyblood, Cat Myers / Foto:Getty Images
A baterista do Honeyblood, Cat Myers / Foto:Getty Images

“Das principais salas de concerto e orquestras do mundo à Bella Union, (o primeiro selo indie a se aproximar de nós), os signatários do compromisso estão criando um movimento para toda a indústria. Isso aumentará a escolha, a qualidade e a oportunidade para as gerações futuras de amantes da música, profissionais da indústria, criadores de música e artistas”, acrescenta. 

Embaixadora da Keychange em Birmingham, a maestrina Mirga Grazinyte-Tyla, ressalta a iniciativa. “Já me perguntaram como é ser uma maestrina mais do que qualquer outra coisa durante a minha vida até agora. Por isso, estou absolutamente consciente de que, como sociedade, ainda temos o trabalho a ser feito para o equilíbrio certo”, conta ela, que conduz a Orquestra Sinfônica da Cidade de Birmingham.  

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