Crianças expostas a reggae e música clássica tendem a tentar coisas novas quando adultas, afirmam psicólogos
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Crianças expostas a reggae e música clássica tendem a tentar coisas novas quando adultas, afirmam psicólogos

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Catherine Loveday é uma renomada psicóloga da Universidade de Westminster, em Londres, que estuda os efeitos da música nas pessoas. Em uma de suas pesquisas publicadas recentemente, ela observou que adultos criados na primeira infância ao som de reggae e música clássica têm maior desejo de "ultrapassar fronteiras sociais, culturais e culinárias", ou seja, são mais propensos a tentarem coisas novas. No total, 2 mil pessoas participaram do estudo. 

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A psicóloga também avaliou a influência de outros gêneros musicais na vida de adolescentes. Segundo Catherine, os jovens que cresceram ouvindo heavy metal ou derivados da soul music, como R&B, têm menos propensão de saírem de suas zonas de conforto, especialmente se comparados com o primeiro grupo estudado por ela — o de crianças que cresceram ouvindo reggae e música clássica. 

É interessante observar como os hábitos musicais também influenciam em nossas escolhas. Eles dizem se seremos mais cabeça aberta, mais flexíveis 

Aliás, falando sobre o primeiro grupo: a pesquisadora percebeu que 1/4 dos que cresceram ouvindo reggae eram mais abertos à novas experiências, enquanto o número dos que escutaram música clássica caiu para 1/5. Já no segundo grupo, apenas 4% desses jovens saíram de suas zonas de conforto quando adultos. 

"A música é uma forma crucial de os pais se conectarem com seus filhos e, por isso, não é surpreendente que o gosto musical passe de um para o outro", disse a psicóloga à "Unilad". "É interessante observar como os hábitos musicais também influenciam em nossas escolhas. Eles dizem se seremos mais cabeça aberta, mais flexíveis ou se teremos um gosto maior por música ao vivo".

O estudo de Catherine ainda sugere outros dados: 33% das crianças que foram a shows entre 4 e 6 anos são mais abertas à novas experiências do que os que compareceram a apresentações ao vivo só após os 22 anos — neste caso, eles representam apenas 9% dos mais "saidinhos".

Ficou preocupado quanto a sua criação? Apenas relaxe. Basta continuar escutando todo tipo de gênero musical que, daqui para a frente, eles não terão tanta influência nas suas características pessoais. Depois dos 35 anos, como destacou Catherine, isso fará ainda mais sentido, pois os adultos nesta idade estão mais inclinados a ouvirem o mesmo tipo de música até envelhecerem. E eles se dizem felizes com isso. 

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