Cubano que largou a faculdade de medicina começa a conquistar americanos com som afro-cubano funky
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Cubano que largou a faculdade de medicina começa a conquistar americanos com som afro-cubano funky

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Ele poderia ter sido médico, mas preferiu se tornar músico, mergulhar fundo em suas raízes e... mexer bastante com elas. O cubano Cimafunk faz um som irresistivelmente dançante que mistura música afro-cubana com funk americano. "Percebi que me identifico totalmente com 'as coisas afro' e com a música dos maroons (africanos que escaparam da escravidão nas Américas e formaram assentamentos independentes). Foram eles que lançaram as bases do que se tornou nossa cultura. A liberdade é o que move minha música", diz, explicando que "Cima" deriva de maroon (cimaroon).

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O sucesso de Cimafunk já ultrapassou os limites da ilha. Seu show é um dos mais esperados nas comemorações da independência americana que acontecem em Hollywood, onde se apresenta com sua banda dia 7 de julho no hotel The Standard. Os hóspedes já foram orientados sobre o "dress code": retrô e funky.

Isso porque o  visual de Cimafunk, nascido Erik Alejandro Iglesias na zona rural de Pinar del Rio, é absolutamente estiloso. Roupas brilhosas, geralmente cobertas com um robe de seda bem colorido, costumam ser a base de seu figurino inspirado nos anos 1970.  O ex-estudante de medicina de 30 anos comenta: "Se você quiser usar algum tipo de fantasia, a hora de fazê-lo é durante o show. Eu me sinto mais livre quando capricho no visual".

Cimafunk: visual inspirado nos anos 1970
Cimafunk: visual inspirado nos anos 1970

O som do Cimafunk tem uma forte batida afro, influenciada, entre outras, por Fela Kuti e ritmos como o coupé-decalé da Costa do Marfim. Seu jeito de cantar remete ao duo de R&B Sam & Dave, a tradicionais cantores de bolero e pioneiros do són cubano como Los Van Van. “A música está sempre sendo reciclada, não pertence a ninguém; todo mundo se alimenta do que veio antes”, defende..

Além de Los Angeles, Cimafunk tem programadas na agenda norte-americana apresentações no Central Park Summerstage e no Miami Beach Pop Festival. Sobre o governo Trump, que vem aplicando regras cada vez mais severas de visto para conter o fluxo de músicos cubanos, Cimafunk reage de forma tranquila. "Não estou preocupado com nada. Não há como parar a música", garante. 

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