Dave Grohl e Ringo Starr falam da vida após grandes bandas e perdas
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Dave Grohl e Ringo Starr falam da vida após grandes bandas e perdas

Na semana passada, publicamos trechos da entrevista que Elton John e Lana del Rey concederam à "Rolling Stone", para a edição especial "Musicians on Musicians". Outro dos encontros produzidos para a revista americana foi entre os bateristas Dave Grohl, líder dos Foo Fighters e ex-integrante do Nirvana, e Ringo Starr, dos Beatles.

As estrelas do rock, de respectivamente 50 e 79 anos, conversaram sobre a vida após o fim de suas bandas, e a respeito das perdas de parceiros musicais queridos, como Kurt Cobain (1967-1994), John Lennon (1940-1980) e George Harrison (1943-2001).

Durante o bate-papo, os dois mostraram entrosamento, uma vez que se conheceram em 2013 e, desde então, são grandes amigos. Ringo já fotografou a banda de Dave para o disco "Sonic Highways", de 2014. O líder dos Foo Fighters, por sua vez, aprendeu a tocar violão usando um livro ilustrativo dos Beatles.

Falando sobre perdas, Ringo disse que, quando John Lennon faleceu, ele estava nas Bahamas. "Recebi um telefonema dos meus enteados em Los Angeles, dizendo: 'Algo aconteceu com John'. E em pouco depois eles me ligaram de novo: 'John morreu'", relembrou o músico. "Eu não soube como agir. Ainda fico revoltado quando penso que um idiota atirou nele", completou o baterista, referindo-se ao assassino do amigo, Mark David Chapman.

No mesmo dia, Ringo pegou um voo direto para Nova York. "Fomos até o apartamento (de John e Yoko Ono) e perguntamos: 'Há algo que possamos fazer?'. E Yoko disse: 'Brinque um pouco com Sean (filho do casal). Mantenha-o ocupado'. Foi isso que fiquei fazendo", explicou.

A morte de George Harrison atingiu Ringo da mesma forma. Ao tentar revelar suas lembranças, o músico chorou. "George ficou doente por um tempo. Eu tive que ir para Boston encontrar a minha filha, e disse a ele: 'Preciso ir por um tempo'. E ele estava prestes a morrer, mas me falou: 'Você quer que eu vá com você?'. Quantas pessoas se doam assim?", se perguntou. "Nós quatro éramos ótimos amigos, com alguns probleminhas menores", avaliou a relação dos Beatles.

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Na vez de Dave Grohl, o líder dos Foo Fighters contou à "Rolling Stone" a respeito dos seus sentimentos após a morte de Kurt Cobain. Ele falou o que todos nós já imaginávamos: de que não gostava e continua a não se sentir confortável a responder perguntas sobre o suicídio do ex-vocalista do Nirvana.

"É difícil quando um amigo, ou alguém de quem você é muito próximo na vida real, se torna algo maior do que um ser humano para as outras pessoas", declarou ele. "Você se senta para dar uma entrevista e as pessoas fazem perguntas que são muito emocionais, e que você nunca perguntaria para um estranho em outras situações."

Dave revelou que se sentiu "anestesiado" com a passagem do companheiro de banda. "Não existe jeito certo ou errado de sentir luto por alguém que você ama", explicou o músico. "As vezes, você lembra de coisas boas. As vezes, das ruins. Por um tempo, eu não consegui ligar o rádio."

Essa fase ruim, felizmente, passou para Dave. Ao longo dos anos, ele se sentiu preparado para continuar tocando sua vida. "Foi muito difícil por um tempo, mas precisava continuar, e a música salvou minha vida. Desta vez e em outras vezes", disse.

Atualmente, Dave segue viajando e gravando com sua banda, os Foo Fighters, toca um projeto com uma escola de música e, no tempo livre, ainda inventa de fazer um som com seus amigos, como Josh Homme, do Queens of the Stone Age. Ringo, mesmo aos 79 anos, segue à frente de seus projetos musicais e, recentemente, lançou um novo álbum "What's My Name", que tem uma faixa cover de John Lennon. Ele toca "Grow Old With Me" ao lado de Paul McCartneyouça abaixo.

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