De Woodstock até hoje: como a tecnologia utilizada em festivais de música evoluiu de 1969 para cá
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De Woodstock até hoje: como a tecnologia utilizada em festivais de música evoluiu de 1969 para cá

O lendário Woodstock aconteceu há exatos 50 anos, no dia 15 de agosto de 1969, e ficou marcado para sempre como uma experiência coletiva única, que espalhou mensagens de paz e amor entre o público presente, mas também demonstrou despreparo e desorganização da equipe envolvida no evento — desde o descontrole na quantidade de pessoas que entravam e saíam no festival, até a falta de alimentos, bebidas e banheiros para quem estivesse lá.

Cinco décadas depois, a humanidade aprendeu a lidar melhor com esse tipo de megaevento. Logo, foram implementadas diversas mudanças estruturais no universo dos festivais de música, que não param de surgir e crescer ao redor do mundo.Hoje, temos o auxílio de tecnologias mais avançadas para garantir a qualidade de som e iluminação nos shows, palcos mais seguros para os artistas e a plateia, mecanismos mais sofisticados de segurança e de diversão, entre outros artifícios que auxiliam a experiência da galera.

Abaixo, contamos como a tecnologia se desenvolveu nos festivais de música de 1969 até 2019.

O que mudou na iluminação?

Em Woodstock, a iluminação do palco era feita a partir de refletores que ficavam fixados a quatro andaimes de cerca de 12 metros cada. Eles eram presos de forma tosca por tábuas enterradas no solo. Isso foi o que a organização do festival pôde fazer de melhor na época; hoje, isso não faria o menor sentido. De lá para cá, artistas, muitas vezes, trazem seu próprio material de iluminação, que contam com luzes estroboscópicas, telões e outros equipamentos. A equipe de um show costuma incluir engenheiros, designers e técnicos de iluminação especializados em criar uma experiência mais imersiva nas apresentações.

E nos palcos?

Antes o palco era, literalmente, apenas o lugar onde a mágica da música acontecia. Não havia muita pirotecnia nem extravagância nisso. O que de fato mudava na experiência de show para show era o som de cada um e as vestimentas que identificavam os cantores e bandas. As vezes, também, rolavam uns exageros, como Jimi Hendrix colocando fogo na guitarra, Ozzy comendo um morcego... Agora, o palco é espaço para mais novidades e entrega de múltiplos simbolismos, que são possíveis graças ao uso de telões, leds, projetores, malabaristas, e o que mais der na telha.

O som continua o mesmo?

No Woodstock de 1969, havia 16 alto-falantes em torres de cerca de 8 metros de altura. Em 2019, essas torres aumentaram de tamanho, e podem chegar a ter mais de 70 metros. Outra grande diferença que mudou nesses 50 anos foram as tecnologias para auxiliar o delay do som que sai dos instrumentos e chega à plateia. Obrigada, engenheiros e técnicos de som! Graças à vocês, todo mundo consegue escutar as músicas que saem dos palcos de uma distância considerável.

Brandon Erlinger-Ford/Unsplash
Brandon Erlinger-Ford/Unsplash

Artistas de carne osso ou hologramas?

No Coachella de 2012, o rapper Tupac Shakur (1971-1996) "apareceu" de surpresa no show de Snoop Dogg e Dr. Dre. Como o artista está morto há muitos anos, obviamente ele não estava ali de carne e osso, mas sim sua projeção graças à tecnologia de hologramas 3D, algo que tem se tornado cada vez mais comum nos últimos anos. Hoje, querem ressuscitar Michael Jackson, Whitney Houston, Freddie Mercury e tantos outros músicos que nos deixaram precocemente. Em 1969, no entanto, nem se pensava nisso.

Uma novidade que chegou para ficar: as pulseirinhas e os aplicativos de celular

No Woodstock, não havia esse recurso fantástico das pulseiras inteligentes, capazes de servir como ingresso, cartão para o consumo de alimentos e bebidas e, em alguns casos, como recurso de iluminação para a plateia se divertir sem ter que acender a lanterna do celular ou se queimar com o isqueiro. Em 1969, como não havia celulares e smartphones, não existiam aplicativos para facilitar a experiência do público. Hoje, à distância de um clique, você pode checar os horários dos shows, ver em que palcos eles vão acontecer, entre outras coisas.

lifesimply.rocks/Unsplash
lifesimply.rocks/Unsplash

Futuro batendo à porta: realidade virtual, experiências sensoriais e mais

Os festivais da atualidade oferecem muito mais do que música e, para isso, precisaram aumentar de tamanho. De qualquer ponto que você esteja, telões mostram o que está rolando nos palcos principais. Assim ninguém perde nada, né? Enquanto relaxa entre um show e outro, é possível acessar estandes que disponibilizam óculos de realidade virtual, pistas de danças alternativas, jogos, experiências sensoriais, fones de ouvido inteligentes, brinquedos de parque de diversão e muito mais.

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