Destaque do novo hip-hop nacional, BK' avança com 'Deus do Furdunço' e rimas por autoconfiança
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Destaque do novo hip-hop nacional, BK' avança com 'Deus do Furdunço' e rimas por autoconfiança

Abebe Bikila não anda descalço, mas deixa pegadas capazes de guiar os que ainda virão. Aos 30 anos, BK’ — como é conhecido o rapper de Jacarépaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro — comunica pelas letras e flows: os gigantes chegaram. Em constante diálogo com o R&B e com o trap do Brasil, o artista foi atração do Espaço Favela do Rock in Rio 2019, no line-up de 29 de setembro, e representou a nova escola do rap nacional no segundo domingo de festival. Aclamado pelos álbuns “Castelos & Ruínas” (2016) e “Gigantes” (2018), ele conta, em entrevista ao Reverb, o que mudou do trabalho de estreia para o mais recente — seja na arte, seja na vida.

Aprendiz de Jay-Z, BK' se inspira desde o início no estilo das rimas do rapper norte-americano, e hoje expande ainda mais o repertório de referências. "O rap é um universo enorme, sacoé? A galera fica boom bap e trap, mas, mano, existe muita coisa dentro do universo do rap, várias estéticas", diz. Em "Gigantes", último trabalho de estúdio do carioca, a prevalência de instrumentais captados ao vivo junto à mistura de diferentes sonoridades musicais — como o soul-funk de "Deus do Furdunço" — se tornaram marca registrada da trajetória pós-"Castelos & Ruínas" (álbum mais introspectivo, com beats mais "sombrios") de Abebe Bikila.

BK': "O rap realmente salvou a minha vida. Então eu quero passar isso que aconteceu comigo para outras pessoas." / Foto: Bárbara Martins / Reverb
BK': "O rap realmente salvou a minha vida. Então eu quero passar isso que aconteceu comigo para outras pessoas." / Foto: Bárbara Martins / Reverb

Como defensor do rap como ferramenta de fortalecimento de autoestima, BK' não deixa de mostrar a importância e o impacto da música na própria vida. "Se eu não estivesse fazendo rap, se eu estivesse fazendo qualquer outra coisa, eu ia querer ser bem-sucedido porque o hip-hop me passou isso", conta. "É o que eu sempre falo: a cultura hip-hop fez por mim o que, eu tenho certeza, nada ia conseguir fazer".

Assista à entrevista completa de BK':

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