Dia da Consciência Negra: o que a música negra diz e você precisa ouvir
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Dia da Consciência Negra: o que a música negra diz e você precisa ouvir

“Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro. Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro.” Quando Emicida utilizou a voz de Belchior para o single “AmarElo”, a comoção foi quase instantânea. O que a voz do cearense cantava em “Sujeito De Sorte” reflete com precisão como é viver sob os braços da opressão no Brasil: uma luta diária pela sobrevivência e pelo direito de existir. Principalmente se você, como a maioria da população brasileira, for negro.

Para refletirmos sobre o dia da Consciência Negra, usamos as vozes daqueles que versam e cantam nos serviços de streaming, rádios, sistemas de sons das quebradas e em nossos fones de ouvido. Artistas negros como Elza Soares, Mano Brown, BK, Baco Exu do Blues e Vernon Reid, do Living Colour, que sabem por suas vivências individuais como é existir — e resistir — em um contexto social que tenta, por subterfúgios nem sempre sutis, diminuira negritude.

"A carne mais barata do mercado foi a carne negra. Chega de massacre contra a carne negra. Porque a carne negra é a maioria", disse Elza Soares.

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