DJ legendário de reggae aponta cantoras como o futuro da música jamaicana e diz que o afrobeat tomou o espaço do dancehall
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DJ legendário de reggae aponta cantoras como o futuro da música jamaicana e diz que o afrobeat tomou o espaço do dancehall

David Rodigan, de 68 anos, é um famoso DJ inglês conhecido por suas seleções de reggae e dancehall, e pelo trabalho em emissoras de rádio como a britânica "BBC", "Capital" e "KISS FM". Como um quadro experiente do mercado fonográfico e grande divulgador da música jamaicana, ele acredita que, no momento, os talentos mais incríveis da Jamaica são mulheres, e também que, no Reino Unido e em outros países, o afrobeat, gênero criado por Fela Kuti (1938-1997), tomou os espaços antes ocupados pelo dancehall.

"Acredito em encontrar novos talentos, e os mais incríveis estão saindo da Jamaica", declarou ele durante o evento Dubwise Jamaica. "Temos que falar sobre Lila Ike, Sevana, Bella Blair. São apenas três exemplos de pessoas que têm realmente algo para dizer. Também precisamos falar sobre a Koffee."

A jamaicana de apenas 19 anos, de acordo com David, é uma das grandes revelações do reggae e do dancehall, e suas músicas têm sido constantemente tocadas nas rádios do Reino Unido. "Acredito no futuro e acredito no agora. Não dá para viver uma vida olhando as coisas no retrovisor", disse o DJ. "Então, um fato que precisar aceitar é que o afrobeat ultrapassou o dancehall."

Esta consideração de David é baseada no aumento da popularidade do gênero africano nascido na Nigéria. Ele também acredita que, tanto o reggae, quanto o dancehall, estão influenciando as novas sonoridades do afrobeat.

"Os nigerianos estão produzindo música no coração da África. É a mesma essência do dancehall feito na Jamaica nos anos 1990", avaliou ele. "O que é irônico é que os africanos estão tentando falar inglês com sotaque jamaicano. Isso mostra uma conexão direta com o dancehall, música que nasceu na Jamaica e foi exportada para a África, onde o gênero continua a ser popular."

Ainda sobre a Jamaica, o DJ acredita que o dancehall está passando por um desenvolvimento natural. "Sinceramente, esse som atual não me pegou. Mas é aquilo: os jovens não fazem música para seus pais e mães. Eles fazem música para si mesmos. E isso é ótimo", observou ele, que ainda que prefira o dancehall old school, tem seus queridinhos na juventude contemporâneA, como Protoje, Chronixx e Jesse Royal. Ótimas dicas, vindas de um cara que conhece a música jamaicana a fundo desde os anos 1970. "Acredito que esses artistas vão continuar a crescer, e vão reunir uma grande base de fãs. Serão eles que darão continuidade à música de qualidade da Jamaica."

David não é o único a criticar o dancehall atual. Se um DJ europeu não tem cacife o bastante para falar sobre o assunto, veja o que o astro jamaicano Bounty Killer tem a dizer sobre o desenvolvimento do gênero.

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