Do afrobeat ao alté: conheça os novos sons globalizados da Nigéria
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Do afrobeat ao alté: conheça os novos sons globalizados da Nigéria

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“The ladies like me because I’m an alté guy.” No verso da música "Paper", lançada em 2014, Teezee e BOJ, rappers do grupo DRB, criavam um termo que hoje ganhou o peso de todo um movimento na Nigéria. Ainda difícil de se definir, pode-se dizer que a música chamada de alté significa, a princípio, uma alternativa ao "carimbo" que a maior parte da música feita no país africano leva: afrobeat.  

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É como se o afrobeat já fizesse parte da história — bem-sucedida, aliás, com nomes de sucesso na Europa como Wizkid e Davido — já que uma nova geração de artistas nigerianos está trabalhando em um novo estilo de música — ou melhor, vários estilos, com pitadas de ritmos e gêneros locais, mas bem sintonizados com a produção do hip hop e do pop internacionais. Esses músicos desafiam os limites do  que significa ser um artista da Nigéria de hoje, segundo definição da revista "Dazed".  

O alté reúne uma gama diversificada de estilos, com influências do dancehall, indie, R&B, rap e muito mais. São artistas que querem experimentar gêneros e narrativas visuais fortes, e mostram isso principalmente em seus videoclipes. Santi e Odunsi, por exemplo, estão na vanguarda, dirigindo muitas vezes seus próprios vídeos de forma extravagante e desafiadora.

Conheça alguns dos nomes que se destacam no alté nigeriano:

SANTI

Um dos nomes mais fortes do movimento, Santi percebeu a importância da narrativa dos videoclipes e acabou desempenhando um papel importante no desenvolvimento da identidade estética do Alté. Exemplo disso é “Sparky”, o lançamento mais recente, em que crianças estilosas aparecem tendo como fundo paisagens da África Ocidental e uma trama ambígua e violenta. 

LADY DONLI

Imagine uma mistura de Erykah Badu e Fela Kuti. Assim pode ser definida a música de Lady Donli, que canta em Pidgin English (como se fosse uma forma tosca de inglês) embalado por soul, jazz e ritmos afrocentrais. Atualmente ela está envolvida em um novo projeto chamado "The Forbidden" ao lado do músico Tomi Thomas, de Lagos. 

WAVY THE CREATOR

Ela já abriu um show do rapper britânico Skepta; participou do vídeo "Energy (Stay Far Away)", de Skepta e WizKid, ao lado de Odunsi e Santi; tem sua própria linha de roupas; e é fotógrafa da estrela nigeriana de hip hop Olamide. Wavy The Creator é multitalentosa e suas músicas altamente dançantes, como “Shaku” e “H.I.G.H.”, provam a diversidade da música nigeriana.

DJ FEMO

Nascida no Reino Unido, a DJ e produtora passou a adolescência na Nigéria, absorvendo a cultura africana e hoje reflete essas influências na diversidade de suas experiências musicais. Com o programa de rádio So Rad, transmitido na Rádio Reprezent do Reino Unido, FeMo divulga talentos de toda a África de uma forma bem mais realista com que geralmente são tratados pela mídia ocidental.

 ODUNSI

Odunsi define sua música como uma "afro-fusão" e cita como suas maiores influências Prince, Sade e os músicos nigerianos Yinka Ayefele e Trybesmen . Seu álbum de estreia, "Rare", é uma viagem sonora através do synth pop, funk e R&B.

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